O feminismo no Brasil tem uma trajetória de lutas atemporais, ocupações estratégicas e sistemáticas, avanços necessários e simbólicos, mas, tem horas, que dá vigorosos passos para trás, principalmente na pauta política, como um processo de ruptura do acúmulo das conquistas, marcha ré do tempo.
A violência de gênero na política merece ser um assunto desembrulhado e posto, como pauta urgente, em todos os espaços de tomada de decisão.
É preciso assegurar, que as mulheres que tenham potencialidades e lideranças políticas possam ser candidatas naturais a cargos que são, naturalmente, pleiteados por homens.
Os acessos não podem ser interrompidos.
Em um país colonialista, excessivamente androcêntrico e racista o negacionismo em relação ao poder feminino, nas disputas de cargos majoritários, como a presidência, ou, vice -presidência da República, não são favas contadas.
É uma intransigência de gênero!
Em muitos momentos, em nome dos mandos partidários, as mulheres arredam pé, se tornando meras observadoras reforçando a cultura da violência política de gênero.
E está tudo bem?
Das eleições de 1989 até as de 2018, o Brasil teve 8 candidatas mulheres à Presidência. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi a única eleita.
São 205 anos de Independência (?), o Brasil só teve uma única mulher na presidência da República, e que pela condição de mulher sofreu horrores pelas vozes cruéis do machismo de homens, reproduzido, também por outras mulheres.
Nós, mulheres, podemos mudar esse jogo?
Se esta ativista fosse Lula, o presidente escolhia uma mulher como candidata a vice-presidenta da República.
E pronto!
E esta ativista recomenda o texto do cabra Alexandre Fleming, Lenilda Luna (UP) e o silêncio histórico de Alagoas: um estado que jamais foi governado por uma mulher
Já leu?
Está supimpa!