Um estudo recente do Instituto Trata Brasil revelou dados alarmantes sobre a relação entre a falta de saneamento e o aumento das doenças de veiculação hídrica em várias regiões do Brasil, incluindo Alagoas.
O levantamento aponta que o estado possui uma das maiores taxas de internações e óbitos por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), destacando a urgência de investimentos na infraestrutura básica.
Em 2024, Alagoas registrou uma taxa de internações por DRSAI de 6,23 casos por 10 mil habitantes, superando a média nacional de 5,68 casos por 10 mil habitantes.
Em relação aos óbitos, o estado registrou 224 mortes por DRSAI em 2023, com uma taxa de mortalidade de 7,16 óbitos por 100 mil habitantes, também acima da média nacional de 5,68 óbitos por 100 mil habitantes.
Esses números colocam Alagoas entre os estados mais afetados pela falta de saneamento adequado.
Embora os dados ainda sejam preocupantes, o estudo aponta uma redução de 44,1 casos a cada 10 mil habitantes entre 2008 e 2024, o que reflete avanços nas condições sanitárias do estado. Contudo, a redução ainda não é suficiente, e o estado enfrenta um longo caminho a percorrer.
Perfil dos afetados
O estudo também analisou a distribuição das mortes por DRSAI segundo a raça autodeclarada das vítimas, revelando que 163 eram pardas, 41 brancas, 19 pretas e 1 indígena. Essa desigualdade racial destaca o impacto desproporcional da falta de saneamento nas populações mais vulneráveis.
