A Justiça de Alagoas decretou a prisão preventiva dos três torcedores que foram flagrados com um artefato explosivo dentro de um carro, nas proximidades do Estádio Rei Pelé, no Trapiche da Barra, na noite desta quarta-feira (26). O trio foi preso antes da partida entre CSA e Náutico pela Copa do Nordeste.

A prisão preventiva dos três foi decretada nesta quinta-feira (27) pelo juiz Geraldo Amorim. O magistrado  apontou a incidência de torcedores que se reúnem para a prática de crimes patrimoniais ou contra a saúde, integridade física e até contra a vida de outras pessoas. Ele também afirmou que é necessário aplicar medidas cautelares adequadas e rigorosas, conforme prevê a legislação.

"O futebol é um esporte que potencialmente une famílias e cria hábitos e memórias afetivas nas pessoas, repassando valores e construindo tradições familiares. Entretanto, com os crescentes ataques, agressões e violências que estão acontecendo nos jogos de futebol, dentro dos estádios e nas dependências, as famílias estão sendo afugentadas, sendo privadas do lazer, dos valores e tradições do futebol em razão da ação de determinados grupos criminosos […] Não se pode mais tolerar essa violência criada pelas ‘torcidas organizadas’, porque os direitos constitucionais violados, nessas ocasiões, são muito caros e custosos à população, que é diretamente afetada”, disse o magistrado, na decisão.

O caso

Três torcedores foram presos em flagrante, na noite da última quarta-feira (26), próximo ao Estádio Rei Pelé, no Trapiche da Barra, em Maceió, momentos antes da partida entre CSA e Náutico pela Copa do Brasil. Eles estavam em um artefato explosivo dentro de um veículo.

De acordo com a PM, a guarnição recebeu informações sobre um veículo em atitude suspeita. Durante a abordagem e revista, foi localizado um artefato explosivo dentro do carro. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi acionado para fazer a remoção do material com segurança.

Os suspeitos foram conduzidos à Central de Flagrantes, onde a delegada Maria Tereza realizou a autuação pelo crime de terrorismo. 

O caso seguirá sob investigação para identificar a origem do artefato e a possível intenção dos detidos.

 

*com TJ/AL