O ‘causo’ aconteceu bem assim. ..

Em um domingo, 22/09,  com o sol pelando de quente, esta ativista, Arísia Barros, a convite da então candidata, a prefeita  de Maceió, Lenilda Luna,  foi ter uma conversa com Léo Péricles, político e ativista social negro, fundador e presidente   Nacional da Unidade Popular (UP) ,  daí aproveitei, o momento,  para  conhecer o tão propalado Marco dos Corais, no bairro da Ponta Verde, Maceió,  e achei um tanto estranho o ‘monte’ de polícia que  tinha por lá.

A justificativa ‘institucional’  foi  que o patrulhamento, exacerbado, era para conter  possíveis arruaças no envidraçado território sagrado da orla, além, isso poderia   causar má impressão aos turistas.

Tudo bem. 

Tudo legal (?) que a mão armada do estado estivesse ali no marcha soldado, mas, a pergunta que não quer calar:- Por que a abordagem na entrada só era pra jovens pretos?

Porque o baculejo da polícia só acontecia com os pretos?

Teve uma hora que a equipe da candidata,  Lenilda  Luna adentrou ao espaço de vidro , com material de campanha e a polícia foi atrás, vigilante.

Todo mundo fingiu que não via, conveniente, né?

Mas, daí decidi questionar e os policiais , que faziam uma abordagem a jovens negros  e a mão armada fez aquela cara de censura  explícita : A senhora está com eles?- perguntaram.

Como a resposta  foi  negativa, por contato visual a  mensagem no olhar do policial  foi claríssima:- Vaze!

Vazei, porque a desvantagem era nítida.

Depois conheci e conversei, rapidamente, com Lenilda Luna  e Leo Péricles, mas o questionamento persiste:  Por que a abordagem na entrada, no Marco dos Corais, era só  para jovens pretos?

Ainda, é?

Ninguém me contou, esse causo.

Gente, eu vi!

O Governo do estado de Alagoas precisa criar um Protocolo Antirracista para Segurança Pública, tipo: ‘ muitas vezes, o elemento suspeito é branco.’

Simples, assim.