Vania Gatto é presidenta do Coletivo de Mulheres Pretas Periféricas do Complexo Benedito Bentes II, parte alta de Maceió, Alagoas, Nordeste do Brasil.

O Coletivo é o único, que enfoca o perfil de raça e gênero, da capital Maceió.

Convidada, em julho de 2023, pelo Hospital Português e Ministério da Saúde para participação na construção do Programa Nacional de Equidade, Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras do SUS, a presidenta  deu continuidade a participação na Oficina Regional, que aconteceu em Salvador, dias 05 e 06 de outubro e sempre busca substantivar o lugar de pertencimento.

-Eu sou de uma periferia muito pobre, mas, lá não é só miséria tem gente de potência. Nossos saberes podem ser até simples, mas, são saberes, tão importantes quanto os que se aprendem nas Universidades.

A Universidade das periferias é a vida, o dia-a-dia que quando ensina a gente tem que aprender na marra, senão fica pra trás. Não há muitas opções de escolha.

Eu sou movimento social e respeito muito esse lugar. Sem os movimentos não existiriam políticas públicas, pois elas surgem das pressões populares, como esse importante Programa Nacional de Equidade, que nasce a partir das muitas lutas do movimento negro brasileiro- finaliza Vania.

E Alzyr Brasileiro, de Pernambuco, complementa: A gente é do movimento social, nós somos a bateria desse relógio.

É isso!