Taxa de juros bate recorde de aumento no Brasil e nos EUA

Assessoria|
Foto: Jônatas Medeiros

No Brasil, o Copom elevou, pela 11ª vez seguida, a taxa Selic para 13,25% ao ano, o maior percentual desde dezembro de 2016. Esse movimento também ocorreu no Banco Central americano, que decidiu elevar a sua taxa básica de juros americana em 0,75 ponto percentual, passando a oscilar entre 1,50% e 1,75% ao ano, o maior aumento desde 1994.

A elevação por parte do FED, a autoridade monetária dos EUA, pode resultar em diferentes reações no mercado financeiro global. Com reflexos nos preços de ações na bolsa de valores e em diversos setores como por exemplo o agronegócio, combustíveis, produção industrial, alimentos, entre outros.

Segundo Paulo Sodré, economista e especialista no mercado financeiro, esse movimento de aumento de juros no Brasil e nos EUA deve ser acompanhado de perto por consumidores e investidores para buscar alternativas de proteção e segurança no momento de investir ou empreender.

“Com esse cenário de inflação mais alta, os Bancos Centrais ao redor do mundo começaram a subir os juros para conter o aumento dos preços, o que tende a gerar um efeito nocivo para a atividade econômica, pois juros mais altos diminuem drasticamente a demanda, que tende a levar a um aumento do desemprego, para então ocorrer a desaceleração na alta da inflação, mas a política monetária não tem um efeito imediato na economia, leva um tempo para os efeitos dos juros muito altos começarem a serem sentidos" explica o especialista.

Ambas autoridades monetárias com esses aumentos, buscam frear a inflação. Mas existe uma divergência entre esses aumentos para consumidores e investidores.

No Brasil, o aumento da inflação consequentemente reflete no aumento da taxa selic e preocupa os consumidores que sentem no bolso as mudanças frequentes dos reajustes de preços de combustíveis e alimentos, mas isso faz com que alguns investidores brasileiros poupem o capital aguardando oportunidades futuras.

Já o aumento de juros brasileiro atrai os investidores externos, que desejam investir em títulos públicos do Brasil. Paulo explica que a bolsa brasileira é muito forte em commodities, que estão com nível de preços altos e que tendem a atrair fluxo estrangeiro para essa classe de ativos. Ou seja, mesmo com o aperto monetário externo, isso pode significar condições de maior retorno ao longo do tempo.

“Os juros altos tendem a derrubar a bolsa, o que gera oportunidades de pagar mais barato por boas ações e possivelmente abrir uma boa janela de investimentos em renda variável, e o efeito para os investidores acaba sendo diferente, quem tem algum recurso consegue deixar sua poupança em títulos do tesouro, ganhando dinheiro sem correr risco”.

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