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Pesquisa para governador: a surpreendente força eleitoral de Rui Palmeira

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Ex-prefeito Rui Palmeira
Ex-prefeito Rui Palmeira / divulgação

Quatro anos atrás, em março de 2018, o então prefeito de Maceió, Rui Palmeira, tomou a decisão política mais difícil de toda sua trajetória até ali. Foi quando anunciou que não renunciaria no meio do segundo mandato para disputar o governo estadual. A decisão provocou um terremoto entre nomes e partidos potencialmente aliados, àquela altura na maior pressão por uma candidatura competitiva. Rui acabou deixando o PSDB depois de séculos na legenda. Cumpriu os dois mandatos na prefeitura e jogou o projeto do governo para quatro anos adiante. É agora.

Quando desistiu da disputa em 2018, o ainda tucano foi linchado em praça pública. Ou quase. Caciques, jornalistas, amigos e inimigos foram implacáveis e, além de bater, decretaram que o homem estava acabado na política. Ou quase. Fui na contramão desses vereditos fatalistas. Como o leitor pode conferir nos arquivos do blog, em mais de um texto defendi a escolha do então prefeito.

Na disputa de 2018, o então governador Renan Filho se reelegeu no primeiro turno com 77% dos votos válidos. Com uma popularidade nas alturas, o titular no palácio dos martírios não tinha rival capaz de mudar o cenário. Agora, números do Instituto Paraná Pesquisas, contratado pela TV Pajuçara, não deixam dúvida: Rui acertou em ficar no cargo. Hoje, o ex-prefeito está no páreo pra valer.

É o que revela a pesquisa divulgada. Segundo o Paraná, a corrida para o governo estadual é liderada pelo senador Rodrigo Cunha (União Brasil), que tem 28,6% das intenções de voto. O ex-prefeito, agora no PSD de Gilberto Kassab, vem logo atrás com 22,9%. Com margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, o levantamento indica que Cunha e Rui estão virtualmente empatados.

Diria que o desempenho de Rui Palmeira é um tanto surpreendente. Em 2020, foi um dos grandes derrotados na eleição municipal. O candidato apoiado por ele para sua própria sucessão, Alfredo Gaspar, perdeu a disputa para João Henrique Caldas, o bolsonarista do PSB. Mesmo assim, sem mandato nem cargo público há quase um ano e meio, se mostra um candidato fortíssimo.

Para quem achava que o senador de Arapiraca teria vida mansa na eleição ao governo, a realidade desmonta ilusões. Como não se vê há não sei quanto tempo, parece que a corrida alagoana será uma das mais acirradas do Brasil. Incluindo o deputado Paulo Dantas (MDB), que aparece na pesquisa com 17% das intenções, temos três nomes com chances reais de brigar pela vitória.

SOBRE O AUTOR

Sou formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Tenho quase trinta anos de jornalismo. Comecei, com estágios e trabalhos temporários, a partir de 1990. Em 1991 entrei na TV Gazeta de Alagoas. Na empresa exerci os postos de editor, produtor, chefe de redação e diretor de jornalismo. Depois fui editor de política em O Jornal. Adiante, trabalhei como editor de política e editor-chefe no jornal Gazeta de Alagoas. Tive também uma passagem pela TV Pajuçara como editor de telejornais. Exerci ainda o cargo de coordenador editorial na Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Durante essa trajetória, nos diferentes veículos, escrevi reportagens e tive um blog com textos diários

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