Blog do Celio Gomes
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Candidato ao governo, agora Rodrigo Cunha está falante e cheio de coragem

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O senador Rodrigo Cunha
O senador Rodrigo Cunha / Foto: divulgação

Silencioso e domesticado. Assim tem sido o comportamento do “jovem” Rodrigo Cunha no exercício do mandato de senador. Em quase três anos e meio, o governo Jair Bolsonaro confirmou todas as piores expectativas e previsões: é um desastre de ponta a ponta, uma calamidade como nunca se viu na Presidência da República. Até o mundo lá fora condena as atrocidades do miliciano do Planalto que avacalha os mais básicos princípios da vida pública. Mas Rodrigo Cunha não expressa um pio. Por que será?

Não tenho a resposta, mas você pode especular por sua conta e risco. Vou adiante. Alguém ouviu alguma palavra desse rapaz sobre os crimes de Jair Messias durante a pandemia de Covid-19? Mais de 600 mil vidas se foram – e especialistas garantem que milhares poderiam ter sido salvas se o governo brasileiro tivesse feito sua obrigação. Políticos de diferentes partidos condenaram o desqualificado presidente. Firme em suas convicções, Cunha se manteve corajosamente calado.

A carreira política do senador começou com um presente do então governador Téo Vilela, que nomeou o apadrinhado para dirigir o Procon. Sem qualquer experiência profissional, fez do órgão o palanque ideal para suas ideias na “defesa do consumidor”. Deu certo. Virou deputado e logo na sequência chegou ao paraíso do Senado. Por lá, é um daqueles aliados do bolsonarismo que ainda não conseguem sair do armário.

No começo deste ano, o arapiraquense anunciou que estava de partida para outra legenda, após tirar a sorte grande nas fileiras do velho PSDB. E vejam que sintomático e revelador: o rapaz escolheu como novo endereço o União Brasil. Que bandeira! União Brasil é o casamento do DEM com o PSL, o partido da ditadura e o partido das milícias. Tudo bem ao gosto do bolsonarismo.

Quatro anos atrás, quando se elegeu para o Senado, Cunha se portou como sempre: no segundo turno, entre Bolsonaro e Fernando Haddad, fingiu estar diante de duas escolhas muito ruins e, por isso, o jovem escolheu não declarar voto em ninguém. Não declarou, mas votou, não é mesmo? Ganha uma rifa com brinde surpresa quem acertar o voto do corajoso senador.

Nos dias que correm, assim de repente e para surpresa geral, toda vez que vou ao noticiário, lá está Rodrigo Cunha mandando ver. Todo falante, falando grosso! Temporada eleitoral... Candidato a governador... Entendi. Agora o senador fala em combater a “oligarquia dos Calheiros”. Muito bem. Deve ser por isso que ele tem um acordão com a família Caldas, com a família de Arthur Lira e com outros sobrenomes que “renovam” a política em Alagoas. Faz sentido. Ou não?

SOBRE O AUTOR

Sou formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Tenho quase trinta anos de jornalismo. Comecei, com estágios e trabalhos temporários, a partir de 1990. Em 1991 entrei na TV Gazeta de Alagoas. Na empresa exerci os postos de editor, produtor, chefe de redação e diretor de jornalismo. Depois fui editor de política em O Jornal. Adiante, trabalhei como editor de política e editor-chefe no jornal Gazeta de Alagoas. Tive também uma passagem pela TV Pajuçara como editor de telejornais. Exerci ainda o cargo de coordenador editorial na Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Durante essa trajetória, nos diferentes veículos, escrevi reportagens e tive um blog com textos diários

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