Legba- A Guerra Contra Xango, em 1912 é um livro escrito por Fernando Gomes de Almeida, pelas edições Senado Federal.
No livro a Coleção Perseverança é apresentada a um público curioso em aproximar-se do conhecimento sobre o episódio sangrento que foi o Quebra de Xangô de 1912.
Segundo o autor o objetivo do livro é promover o debate, suscitar a dúvida para o desenvolvimento de novos olhares, outros estudos, elucidar pontos fundamentais para a compreensão da influência dos orixás, nos símbolos da travessia dos viventes das Alagoas de Palmares.
Em 2013, o governo estadual tombou a coleção, a Coleção Perseverança, que passou a fazer parte do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Estado de Alagoas. Atualmente, os objetos apreendidos são de grande importância para a compreensão da história dos candomblés alagoanos.
O que foi o Quebra
Foi na noite de 1º de fevereiro de 1912 que o terror se espalhou pelos terreiros de cultos afro-brasileiros em Alagoas. O quebra-quebra foi liderado pela Liga dos Republicanos Combatentes, agremiação política que fazia oposição ao governador da época, Euclides Malta. As invasões, espancamentos e prisões aos praticantes de candomblé, umbanda e outros cultos durou até a madrugada de 2 de fevereiro, quando os praticantes homenageiam as entidades de Oxum e Iemanjá.
O Quebra provocou o fechamento de vários terreiros e a dispersão de ialorixás e babalorixás para outros Estados. Os que ficaram aqui, continuaram praticando os cultos em silêncio, sob intensa repressão e medo.
O Quebra teve motivação política, uma briga política entre a oposição e o Governador Euclides Vieira Malta
01/02 de fevereiro é período de rememorar a intolerância religiosa, do racismo estrutural , de 1912, e que continua, 110 anos depois.
Essa ativista ganhou de Renan Calheiros, o senador, um livro sobre o Quebra de 1912. Em tempos de tanta intolerância precisamos falar sobre isso.
Salve, Tia Marcelina!.
https://ufal.br/ufal/noticias/2012/01/quebra-do-xango-pesquisadores-avaliam-a-intolerancia-religiosa


