O Projeto “Um Quilombo de Baobás” é iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas e tem como princípio ressignificar, simbolicamente, os quilombos como territórios sagrados de histórias e geografia de lutas, com o planto de uma muda de Baobá..
Dois quilombos já foram objetos do plantio. O Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em União dos Palmares e o Quilombo Lagoa do Algodão, em Carneiros, além do plantio no Mirante das águas em União dos Palmares.
O próximo protagonista da ação é o Quilombo. Chá do Saco Sítio Novo. comandado por Margarete Geraldo, uma quilombola valente e determinada.
As mudas de Baobás são doação da deputada estadual, Jó Pereira, que os trouxe diretamente do estado de Pernambuco.
E conta com o apoio do coronel Marcos Sérgio, secretário da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social
E como o Baobá é uma árvore sacralizada, que abarca mundos diversos, despertou o interesse da antropóloga carioca, Ana Paula Mendes de Miranda , para o projeto.
Ana Paula Mendes é professora da Universidade Federal Fluminense, Doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, com experiência na área de Teoria Antropológica, com concentração em Antropologia Jurídica e Antropologia Política, atuando principalmente em pesquisas sobre os temas: formulação, implementação e avaliação de políticas públicas; gestão da informação em segurança pública; crimes, conflitos e percepções da violência; manifestações de intolerância religiosa.
É pesquisadora do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas e do Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INCT-INEAC) da Universidade Federal Fluminense
Nesse quarto plantio do Baobá celebramos os 110 anos do Quebra de Xangô, 1912. que foi um dos capítulos mais cruéis e violentos quando se fala de intolerância religiosa no Brasil,
A celebração é para falar, em resistência ao racismo estrutural que nos mata todo dia, e é invisibilizado pelo estado político, das Alagoas de Palmares.
O plantio do Baobá no dia 02 de fevereiro é para dizer que nossas vidas pretas importam vivas e os quilombos alagoanos palcos para que toda nossa gente, nunca esqueça quem somos, como chegamos até aqui e quem se foi antes de nós.
Salve, 02 de fevereiro.Salve, Tia Marcelina!
Seja bem vinda ao projeto “Um Quilombo de Baobás”, Ana.
Ubuntu!

