Na manhã de domingo, pelos caminhos do Corredor Vera Arruda, o cabra interceptou a caminhada, com um:- professora, por favor! Reconheci de imediato como a pessoa que elogiou nosso ativismo, da vez anterior.
Atendi o chamado, e ele em uma conversa direta falou que tem 20 cestas básicas e gostaria de doá-las à essa ativista para que fossem reencaminhadas.
Lembrei logo da Margarete, do Quilombo Chá do Saco Sítio Novo, em Taquarana, que, me foi apresentada pela deputada Jó Pereira.
Lembrei de Margarete e da luta árdua, que tem como liderança, de atendimento às famílias que têm fome.
Fome.!
A grande maioria dos quilombos alagoanos, são bolsões de miséria e o povo tem fome. Uma fome, além do estômago vazio. Fome de dignidade. Fome de direitos.
E por que o pauperismo nos quilombos alagoas é TÃO indiferençado pelos poderes?
Segundo Margarete o Quilombo Chá do Saco Sítio Novo, em Taquarana não foi beneficiado com as cestas básicas, que a Fundação Cultural Palmares distribui duas ou três vezes por ano, no resto dos meses o povo vive a mercê da caridade institucional.
E, nesse domingo de solão pegando fogo, me chega o advogado, Ricardo Olegário para doar 20 das 80 cestas que precisamos para o Quilombo.
É um vento bom que traz fôlego para retomar a luta.
Quando comentei sobre a falta de água nas torneiras, Ricardo adiantou-se: Faço parte de um grupo de pessoas que podem ajudar. Me apresente um orçamento para construção de uma cisterna .
E nessa manhã de domingo, o UNIVERSO me enviou, Ricardo Olegário.
Obrigada, querido!
