Blog do Celio Gomes
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Desgoverno Bolsonaro arrasa o Brasil

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O Brasil é um país desgovernado há quase três anos. Desde primeiro de janeiro de 2019, quando Jair Bolsonaro assumiu o mandato, não há rigorosamente nada que se possa apontar como avanço nas condições de vida da população brasileira. Pelo contrário. Até o pesadelo de uma inflação sem controle voltou a assustar o país. A economia sob o comando de Paulo Guedes é uma piada. O ministro que iria transformar Bolsonaro num “liberal moderno” joga na praça uma lorota por semana. Segundo esse gênio da engenharia econômica, o governo arrecadaria “trilhões” com uma agenda de privatização a ser deslanchada logo no primeiro ano de gestão. 

Dois anos e nove meses depois, Guedes não conseguiu privatizar nada. Ainda assim impressiona a vigarice do ministro ao dizer, poucos dias atrás, que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica “estão na fila das privatizações”. Não entro no mérito aqui sobre o tema da venda de estatais. Ressalto esse aspecto porque privatizar tudo é um mantra da turma mais endinheirada que apoia o desgoverno criminoso do capitão que idolatra tortura e torturadores.

Enquanto isso, o povo está na rua brigando por ossadas para se alimentar. Bolsonaro, ao mesmo tempo chefão e refém de uma seita, chafurda sem parar e cada vez mais fundo no lamaçal de uma agenda delirante. O povo com fome? Ora, o presidente está muito preocupado com o combate à “ameaça comunista”. E o mais risível é que os crentes tomam isso como uma verdade sagrada.

Além dos fanáticos – coitados – que de fato acreditam no mito miliciano, há naturalmente a turma da mais descarada empulhação. Sendo mais claro: é a turma dos que sabem que essa história de comunismo não passa de fantasia para guiar o chamado gado bolsonarista. Reproduzem a pilantragem do presidente também para alimentar os estranhos pensamentos desses desvalidos da cabeça.

Na tentativa de escapar de suas responsabilidades pelo desastre que promove, Bolsonaro quer jogar a culpa dos próprios erros na pandemia de Covid-19 – a mesma pandemia que ele classificou como “gripezinha”. Sobre a inflação dos alimentos, que degrada justamente a situação dos mais pobres, o miliciano do Planalto diz que isso é coisa do mundo inteiro. É a explicação mais cretina que já se ouviu sobre o fenômeno inflacionário. 

Mas Bolsonaro está cuidando da política de armas, enchendo os cofres de empresas que comercializam revólveres, pistolas, fuzis e munição. O povão passa fome, mas quem se importa com isso entre apoiadores do rei das rachadinhas? Por falar nisso, esse era o governo que iria acabar com a corrupção. Nem seria necessário, mas todos os esquemas revelados até agora na CPI da Pandemia provam que, é claro, corrupta é toda a gentalha que vandaliza a vida pública ao lado de Bolsonaro.

A lista de fracassos está à vista de todo mundo. É por isso que todas as pesquisas eleitorais para 2022 atestam que o chefe da gang já era. Bolsonaro teme até mesmo ficar fora do segundo turno das eleições. Em política tudo pode acontecer, reza o lugar-comum disfarçado de lenda. Os dados objetivos da realidade, no entanto, indicam firmemente que Jair Messias vai dançar no voto. Vem daí o receio de que até outubro do próximo ano, ele apronte algo para uma virada de mesa à margem da lei.

É o que resta para essa porcaria que envergonha o Brasil mundo afora. Não por acaso, o sujeito sonha com uma confusão do tipo da que se viu na eleição americana de 2020. Bolsonaro quer tumulto, quer o jogo sujo, na base da força bruta, seja com o Exército ou com as polícias estaduais. Afora isso, nada mais. O governo Bolsonaro acabou. O problema é ter de aguentar mais um ano até que esse delinquente nos deixe em paz. 

(Estou de volta, diariamente, a partir de hoje)

SOBRE O AUTOR

Sou formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Tenho quase trinta anos de jornalismo. Comecei, com estágios e trabalhos temporários, a partir de 1990. Em 1991 entrei na TV Gazeta de Alagoas. Na empresa exerci os postos de editor, produtor, chefe de redação e diretor de jornalismo. Depois fui editor de política em O Jornal. Adiante, trabalhei como editor de política e editor-chefe no jornal Gazeta de Alagoas. Tive também uma passagem pela TV Pajuçara como editor de telejornais. Exerci ainda o cargo de coordenador editorial na Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Durante essa trajetória, nos diferentes veículos, escrevi reportagens e tive um blog com textos diários

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