Em 18 de agosto de 1914 nascia Laura Dantas Santos Silva, a filha de D. Maria Dantas Santos e Marcelino José dos Santos .
A pequenina veio ao mundo, já desafiando as iniquidades sociais, por ser mulher, preta e pobre.
Gênero, raça, CEP.
A menina crescia faceira imprimindo identidade e determinação à caminhada. Acalentava o sonho de ser professora.
Aos 20 anos , encurtando a distância entre sonho e o mundo dos pés no chão, recebeu o diploma de professora primária. E lá se foi a professorinha Laura Dantas, pelo interior do estado de Alagoas afora, fazer o que mais amava: ensinar o beabá das letras que libertam.
Aprovada em concurso público, tomou posse, como professora, no Grupo Experimental do Instituto de Educação, em Maceió, onde permaneceu 47 anos.
Casou com Máximo Gomes da Silva e teve três filhos: Fernando Antonio D. da Silva, Marcelino Máximo D. da Silva e Everaldo Dantas da Silva
Em 1960 cursou a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Alagoas. Formou-se em pedagogia e Didática. Tornou-se sócia da irmã na direção do Educandário São José, berço da educação , por excelência no Estado.
Em 1962, recebeu o diploma de Bacharel em Pedagogia. Formou-se em Arqueologia Brasileira.
Em 1975 formou-se em História de Alagoas.
Ao longo dos seus 67 anos, Laura Dantas , como era conhecida demonstrou determinação e ousadia em desafiar, naqueles tempos, a opressão social, rompeu paradigmas, multiplicou possibilidades.
Para homenageá-la, o estado de Alagoas nomeou uma escola no Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas, na capital Maceió, em Alagoas , de Laura Dantas.
A professora Laura Dantas é uma das maiores expressões na educação, em Alagoas.
A professora morreu em 5 de janeiro de 1981.
Salve, salve!
