[email protected] e [email protected] [email protected] cantam Palmares, ou o heróismo de Zumbi,  como se fosse um mantra-cobertor, para esconder a omissão nociva e permanente diante do racismo que, infiltrado, com a capa da miscigenação-parda, vai engolindo vidas.

A sociedade alagoana se calou diante do sumiço de Davi da Silva, que , em 2014 foi vítima dos crimes de tortura, seqüestro, cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A sociedade alagoana se faz muda e põe ouvido de mercador diante do sumiço de  Jonas Seixas, um trabalhador, um  preto das grotas, da capital Maceió..

Essas mesmas  grotas,feito quilombos abandonados,  que durante o período eleitoral são invadidas de promessas-purpurinas, em confronto com um povo, que quase vazio de esperanças-estratégias de sobrevivência, escancara sorrisos-crédulos, em bocas desdentadas.

Por que artistas, em geral, da capital alagoana não criam movimentos de engajamento,  buscando substantivar as cobranças por justiça social,além das hashtags?

Por que, em Alagoas, as políticas públicas de combate ao racismo estrutural estão tuteladas a um único  partido político e se escafedem em trocas promíscuas  e a cumplicidade de [email protected]?

É preciso  ter coragem e ir além e descruzar os braços dessa utopia-confortável, de que racismo  é problema de [email protected]

É preciso ir além das postagens de textões emocionais, ou das imagens tipo: 'vidas pretas importam!" apregoando uma solidariedade falaciosa.

Uma grande parte da sociedade alagoana, a mesma que exalta o Quilombo dos Palmares é igualzinha a Pôncio Pilatos, em época de covid: lava as mãos e põe máscaras, mas,  permanece espalhando o vírus nocivo  da omissão-conivente.

Tem aquela máxima de quem cala consente, né?

Por que , uma grande parcela da sociedade alagoana, apegada a política do nem-te-ligo  silencia, alimenta e legitima um crime que ceifa,preferencialmente,[email protected]

Será que é racismo?