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Sífilis

Secretária Municipal de Saúde de Maceió (SMS) está promovendo uma ação para lembrar o Dia Nacional de Combate a Sífilis e à Sífilis Congênita, neste sábado (17), visando o combate, prevenção e mobilização para sensibilizar a sociedade, profissionais e gestores de saúde para a importância do diagnóstico precoce e tratamento dessa Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

Segundo Tereza Carvalho, gerente do Programa de IST/Aids e Hepatites Virais da SMS, as ações de combate à sífilis estão sendo realizadas ao longo de todo o mês nas unidades de saúde de Maceió.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, Alagoas registrou mais de 1.500 casos de sífilis no primeiro semestre de 2019. Segundo a Sesau, mais de 300 gestantes foram diagnosticadas com sífilis em Alagoas e outros 211 foram diagnosticadas do tipo congênita.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que tem como agente causador uma bactéria, a Treponema pallidium, capaz de se espalhar no corpo por meio de pequenos cortes na pele ou através das mucosas. O 3º sábado do mês de outubro foi instituído como Dia Nacional de Combate à doença por meio da Lei 13.430/2.017.

A enfermidade pode também ser transmitida verticalmente, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado. Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso, podendo também levar a morte. A doença é especialmente perigosa se a pessoa infectada for uma gestante.

O período de incubação, em média, é de três semanas, mas pode variar de dez a 90 dias. A doença se manifesta em três estágios diferentes: sífilis primária, secundária e terciária. Nos dois primeiros estágios, os sintomas são mais evidentes e o risco de transmissão é maior. Depois, há um período praticamente assintomático, em que a bactéria fica latente no organismo, mas a doença retorna com agressividade acompanhada de complicações graves.

Sintomas

No estágio primário, a pessoa infectada apresenta pequenas feridas nos órgãos genitais que desaparecem espontaneamente e não deixam cicatrizes; gânglios aumentados e ínguas na região das virilhas;

Na fase secundária, manchas vermelhas aprecem na pele, na mucosa da boca, nas palmas das mãos e plantas dos pés. Febre; dor de cabeça; mal-estar; inapetência; linfonodos espalhados pelo corpo, manifestações que também podem regredir sem tratamento, embora a doença continue ativa no organismo;

Já no estágio terciário da sífilis há o comprometimento do sistema nervoso central, do sistema cardiovascular com inflamação da aorta, lesões na pele e nos ossos.

A sífilis congênita — transmitida da mãe para o bebê na gestação — pode causar má-formação do feto, aborto espontâneo e morte fetal. Na maioria das vezes, porém, os seguintes sintomas aparecem nos primeiros meses de vida: pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no desenvolvimento mental e cegueira.

Transmissão

A sífilis é transmitida por meio das relações sexuais desprotegidas, de transfusões de sangue e da mãe para o filho em qualquer fase da gestação ou no momento do parto (sífilis congênita).

Diagnóstico

Nas fases iniciais, o diagnóstico pode ser confirmado pelo reconhecimento da bactéria no exame de sangue ou nas amostras de material retiradas das lesões. Na fase avançada, é necessário pedir um exame de líquor para verificar se o sistema nervoso não foi afetado.

Tratamento e prevenção

A sífilis pode ser curada de forma rápida, com seu tratamento feito majoritariamente com medicamentos à base de penicilina. Se a pessoa teve um ou mais parceiros sexuais antes do diagnóstico da doença, estes também devem iniciar tratamento com medicamentos.

O uso de preservativos durante as relações sexuais é a maneira mais segura de prevenir a doença, que pode ser transmitida nas relações anais e orais.

Mulheres devem fazer exame para verificar se são portadoras da doença antes de engravidar.