As costuras políticas dissecadas por um grande jornalista investigativo. Das Alagoas de Palmares. O blog republica  a análise de Thiago Correia.


"Hoje foi dado um passo interessante na Câmara dos Deputados que só mostra e evidencia aquilo que a gente vem tentando falar. Desde o início dessa Pandemia o discurso parlamentar gira em torno do "emprego". Todo mundo se elegeu com aquela conversa bonita de gerar empregos. E agora na Pandemia, todo mundo mantém o discurso bonito de que "é preciso preservar empregos porque isso é a base da economia". Será que a prática bate com a conversa bonita? Pois, vamos lá. A Câmara dos Deputados aprovou hoje ,o que se chama de Orçamento de Guerra. Libera uma serie de ações do poder público e desburocratiza o processo para repassar dinheiro para os Estados no combate ao coronavírus. Dentre as varias ações previstas está lá,  um pacote de ajuda para empresas. Até aí, massa. Só que o projeto foi modificado com relação ao que o Senado aprovou. Sabe qual a alteração? Os deputados simplesmente RETIRARAM do projeto a única cláusula que garantia a manutenção dos empregos no Brasil. Assim, na cara dura. O Senado incluiu no texto que, uma das condições para que as empresas pudessem receber qualquer ajuda desse orçamento, seria a não demissão de parte do quadro atual de funcionários. Na prática, a empresa só poderia receber ajuda se não demitisse ninguém. Os deputados acharam que essa condição pegava pesado demais com os empresários, aí retiraram do projeto. Sabe a coisa doida dessa historia? É que o tão detonado PT foi o partido que conseguiu destacar o texto e votar isoladamente a reintrodução. A proposta petista foi negada por ampla maioria. Os partidos que se apresentaram como "nova política", sem "amarras" como o NOVO, foram todos contrários a colocar de volta essa garantia do emprego. Em Alagoas apenas 3 deputados foram favoráveis a proteção do trabalhador. Tereza Nelma, Paulão e JHC. 
Isnaldo Bulhões Jr, Marx Beltrão,Nivaldo Albuquerque, Sergio Toledo e Severino Pessoa foram contrários a garantia do emprego, Na opinião deles, as empresas podem receber ajuda do orçamento e demitir a vontade.
Se você perder seu emprego, lembre disso. E não vai dizer por ai que a culpa foi do isolamento social. A culpa tem nome, tem rosto e tem partido e provavelmente recebeu seu voto. Pois é... continue votando errado!"


Fonte: Facebook do Thiago Correia