Terça-feira de conversas feito equações. Ele, um desconhecido homem branco, de bastos cabelos grisalhos, me cumprimenta efusivamente, saudando a Bahia de São Salvador.
Mulher preta de cabelo afro, sabe como é que é, né?
Eu, reconfigurando as esteriotipadas e colonizadas arquiteturas mentais assevero que nem toda preta é baiana e nem toda baiana é preta, dizendo-me alagoana das terras pretas do centenário e símbolo da resistência da luta contra o escravismo, Quilombo dos Palmares.
Ele era um homem simpático, aberto ao diálogo riu e me deu razão, ao dizer:- interessante nunca tinha visto a coisa por esse lado. Vou prestar mais atenção.
Diferenças territorias esclarecidas, a conversa se fez trilhas de caminhos e novas descobertas.
Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Nem toda preta é baiana, e nem toda baiana é preta.
29/01/2020, 11:43 - Raízes da África
Por Arísia Barros

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