A roda de conversa foi ali mesma,em uma tarde de quarta-feira,último dia da  16ª Conferencia Nacional de Saúde , sob um sol escaldante de Brasília.
A realização da 16ª Conferencia Nacional de Saúde se deu no Pavilhão de Exposição do Parque da Cidade e reuniu mais de 5 mil pessoas, mas, nosso encontro que  nem foi programado e juntou  4 mulheres ativistas,Cleusa Pereira diretora do Sindprevs de Santa Catarina ,Vera Lucia da Silva Santos, coordenadora do Sindprevs de Santa Catarina ,diretora da Fenasps,Grupo Pegada Nagô de Florianópolis SC ,Graça Santos, da Frente de Mulheres Negras do Distrito Federal e Entorno, e Arísia Barros, ativista preta das Alagoas. Quatro pessoas, como um mutirão, que carrega um mundo inteiro de interrogações, inquietações..  
"Os movimentos sociais  precisam ressurgir como  os atores  com  forças sociais de outros tempos. São os movimentos que impulsionam as políticas e não ao contrário.A sociedade civil  não sabe o poder que tem".- afirma Graça Santos.
"Falo como  sindicalista - disse Vera Lúcia, e penso que  é urgente  ressignificar  a sociedade civil como  sujeito político da luta e reafirmar  a necessidade de  construção de estratégias identitárias e de ação política." .
O que  temos que fazer?  Qual o horizonte? Quais as estratégias de  luta que organizamos?
"É sumamente importante   construir agenda política , a partir das bases  sociais nos municipios e estados  buscando a  esteira das profundas transformações"- acrescentou Arísia Barros
Os movimentos sociais já foram uma  grande  referência para a luta  social e antirracista e no momento presente é  hora de retomas as articulações.
Já é hora!
E todas nós concordamos.