A polícia informou na tarde desta quarta-feira, dia 02, durante coletiva à imprensa que o advogado José Sinval Alves seria o mandante do assassinato do também advogado e sócio José Fernando Cabral, morto dentro do escritório no bairro da Ponta Verde, no dia 12 de abril. As investigações apontam que o mandante teria uma dívida com a vítima no valor estimado de R$600 mil, além disso, o sócio teria outras dívidas acumuladas estimadas em cerca de R$8 milhões.

De acordo com a polícia um homem identificado como Raimundo Pereira de Souza, vulgo Carrasco Gesseiro disse que teria sido contatado por Sinval  para executar José Fernando, mas como seu preço, de R$ 50 mil, foi alto não houve acordo.  Raimundo ainda chegou a chantagear Sinval e teria enviado um bilhete a José Fernando onde o alerta sobre uma suposta traição de pessoas próximas.

O sócio acusado de homicídio planejou a situação de modo que parecesse um latrocínio, por isso o local escolhido foi à casa de câmbio, que também funcionava como escritório.

Em seguida contratou Irlan Almeida de Jesus e Denisvaldo Bezerra da Silva Filho, que aceitaram participar do esquema por R$ 30 mil.

Irlan Almeida encontrou com o autor intelectual do crime dias antes de o fato acontecer, para repassar os detalhes sobre o dia a dia de Fernando e combinar os detalhes do assassinato.

Conforme a polícia, Irlan chegou a confirmar que alugou a moto utilizada no crime, no entanto, afirma que não esteve no local, mas não assume que participou do fato.  

Além de sócio do advogado, Sinval, que nega qualquer relação com o crime, é dono da empresa Mundial Exchange, que era investigada pela Polícia Civil em um esquema agiotagem praticada por um grupo de colombianos.

Sinval está preso preventivamente no Presídio Militar e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) abriu um procedimento que pode resultar na cassação da sua licença.

O assassinato do advogado

O advogado José Fernando Cabral estava em seu no escritório, localizado em uma galeria na Rua Sandoval Arroxelas, na Ponta Verde, quando foi abordado pelos criminosos. No momento do crime, ele estava em reunião com um sócio.

A dupla não levou todos os pertences e deixou o celular da vítima. Conforme o 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM), ele era um dos sócios do local, onde funcionaria uma casa de câmbio e um escritório de advocacia.

De acordo com a Perícia Oficial, a vítima foi morta com dois disparos de arma de fogo na cabeça. Segundo o médico legista responsável pelo exame, os disparos foram efetuados a uma curta distância, sendo que um dos tiros atingiu o ouvido direito e outro a têmpora direita. Após a conclusão do exame, o corpo do advogado foi liberado para velório e sepultamento.

 

*Estagiária