O governador Renan Filho apresentou na manhã desta quarta-feira (04), durante coletiva de imprensa no Palácio da República dos Palmares, dados estatísticos sobre os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) dos últimos dez anos no estado de Alagoas e em Maceió. Apesar de aumento das mortes em 2017, número se mantém estável.
De acordo com os dados disponibilizados pelo Núcleo de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Segurança Pública (SSP/AL), foram contabilizadas 1917 mortes em 2017 contra 1878 em 2016 e 1813 em 2015. Mesmo assim, o governador comemorou a estabilidade e culpou a guerra de facções no ano passado pelo aumento.
“A guerra de facções nos três primeiros meses do ano passado provocou esse aumento em 2017, mas o número ainda se mantém estável. Ainda é alto os crimes, mas se comparado a 2011, por exemplo, chegamos ao ápice com 2417, ou seja, estamos indo em contramão da crise enquanto outros estados explodiram com a violência como o Rio de Janeiro, Sergipe, Fortaleza e Pernambuco”, disse.
Já se comparados os três primeiros meses de cada ano da última década, 2018 apresentou a menor taxa de CVLIs com 411 casos, número bem menor que no ano passado em que foram contabilizadas 608 mortes. O mês de março deste ano também foi o menor, com 133 homicídios.
O resultado disso foi a diminuição de número de mortes a cada 100 mil habitantes. Em 2011 a taxa chegou a 76,8, enquanto que em 2018 foi de 50,8.
Maceió
Na Capital alagoana os dados são ainda mais otimistas. Houve uma diminuição pela metade no número de mortes a cada 100 mil habitantes. Em 2011 a taxa chegou a expressivas 102,9 mortes, já em 2018, até o primeiro trimestre, foi de 55,1.
Apesar disso, houve um aumento no crescimento de mortes em 2017 com 659 CVLIs contra 531 de 2016 que, curiosamente, foi o menor número desde 2008.
Semana Santa
Na semana santa, Renan Filho e o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, destacaram as operações integradas entre as polícias Civil e Militar em todo o Estado. Foram contabilizados 12 homicídios durante o feriadão, a menor taxa desde 2012.
Em Maceió foram três, uma morte por dia, exceto no domingo de páscoa e da final entre CRB e CSA pelo Campeonato Alagoano, ao qual Renan Filho fez questão de destacar.
*Estagiário




