O desaparecimento de Allan Teófilo completa três meses nesta sexta-feira (23), e o caso continua um mistério para as autoridades. Em entrevista ao CadaMinuto, o delegado Rodrigo Sarmento, responsável pelo caso, disse que o sofrimento da família não pode ser desconsiderado e que a investigação vai continuar até encontrarem Allan.
Paralelamente ao trabalho da polícia, em busca do paradeiro do jovem, familiares estão percorrendo hospitais e IMLs de várias cidades alagoanas e de outros Estados. Aldério Bandeira, pai de Allan, disse à reportagem que toda família está vivendo um verdadeiro “filme de terror” nas buscas pelo filho.
O delegado Rodrigo afirmou que todas as denúncias feitas sobre o paradeiro de Allan são apuradas pela polícia. Segundo ele, o inquérito já tem mais de 150 páginas.
“As investigações nesse momento estão voltadas para o crime de latrocínio – roubo seguido de morte – tendo em vista o horário e a localidade onde Allan teria sido visto pela última vez. Porém, nenhuma linha de investigação pode ser descartada, exceto a de sequestro, pelo fato de não ter havido pedido de fiança. Diversas diligências estão em andamento, mas ainda não temos a localização do Allan e nem do veículo”, contou o delegado.
“Não existe um prazo para que a gente abandone as investigações. A gente vai continuar procurando até encontrar o Allan e o carro em que ele estava, porque tem uma família desesperada e eles não vão abandonar o luto enquanto não acharem o filho vivo ou morto. A gente não pode desconsiderar o sofrimento que essa família está passando, então vamos continuar a investigação até achá-lo... A investigação só vai parar quando Allan e o carro forem encontrados”, completou Rodrigo Sarmento.
Buscando em outros Estados
O pai de Allan confirmou que a família está trabalhando paralelamente as investigações. “A polícia investiga de um lado e a gente procura de outro. Quando surge alguma coisa, imediatamente corremos para a delegacia para informar os delegados. Eu só quero que acabe esse tormento”, desabafou.
Aldério falou que está dividindo seu tempo entre trabalhar e procurar o filho. “Uma parte da semana eu o procuro e na hora eu trabalho, para conseguir arcar com os custos das viagens”.
“A gente está viajando para vários interiores, inclusive de Pernambuco para buscar informações sobre o Allan. Não podemos perder a esperança. A gente acredita que ele pode estar em alguma cidade dessas, desorientado devido a algum espancamento. Essa semana, por exemplo, passamos nos hospitais e IMLs de Garanhuns, Canhotinho e Caruaru para verificar se havia algum corpo sem identificação ou alguém nos hospitais que tivesse perdido as faculdades mentais”.
Os familiares também disseram que além das buscas, estão distribuindo cartazes, perguntando nas ruas e também fazendo campanhas nas redes sociais para conseguir localizá-lo.
O caso
Allan Teófilo Bandeira foi visto pela última vez na noite do dia 23 de novembro de 2017, após sair de casa, no bairro da Forene, em Maceió, para ir jogar futebol com amigos na cidade vizinha de Satuba. Ele estava em um carro Picanto de placa NMJ 6631.
Informações sobre qualquer pista que possa levar ao paradeiro de Allan devem ser passadas para a polícia por meio dos contatos telefônicos 190 ou 181.
*Estagiária
