A participação da população nas denúncias sobre os pontos de tráfico de drogas em Alagoas e a integração entre as polícias resultou na apreensão de seis toneladas dos tipos de entorpecentes mais consumidos – maconha, cocaína e crack – somente no período de janeiro a novembro de 2017.
O problema do consumo da droga tem gerado diversos conflitos sociais e econômicos principalmente nas comunidades carentes, onde traficantes assumem o papel do estado e passam a ditar regras sobre o comportamento dos moradores. Apesar disso, as denúncias feitas através do número 181 têm sido fundamentais para subsidiar a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN) nas investigações.
A especializada passou a contar com um setor de inteligência no ano de 2015, o que vem, segundo o delegado Gustavo Henrique, o aumento a cada ano do número de apreensões. Conforme dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), de janeiro a novembro deste ano foram apreendidos mais de seis mil quilos de maconha.

“A única explicação para a maconha ser a mais vendida e mais consumida em todo estado é que ela se encontra mais acessível ao tráfico de drogas pelo preço dela no mercado. Para se ter uma ideia o quilo da maconha em Alagoas gira em torno de R$ 1.200 a R$ 1.500, o quilo do crack é de vendido de R$ 14 a R$ 16 mil e a cocaína é vendido de R$ 18 a 20 mil”, disse o delegado.
E através dessas denúncias, os policiais tem conseguido apreender cada vez mais, maiores quantidade de maconha, que chegam até os 200 quilos em apenas uma vez. Em termos de comparação, o delegado concedeu os números de apreensão dos últimos destacando que até em 2014, o número de apreensão anual não ultrapassava uma tonelada.
Essa quantidade começou a crescer em 2015, quando o setor de inteligência da DRN passou a operar dando um suporte aos policiais que estão nas ruas. “Assim os policiais que estão nas ruas fazem uma investigação direcionada, baseado em todo um relatório que já foi produzido pelo setor de inteligência. Isso vem mostrando grandes resultados para se ter noção em 2015 foram três toneladas, em 2016 chegamos a essa marca e 2017 até o mês de novembro já chegamos a seis toneladas”, afirmou Henrique.
A rota do tráfico
Através das apreensões é que são descobertas as maneiras que os traficantes utilizam para transportar a droga no país e fazer que elas cheguem aos estados. A maconha, por exemplo, o maior produtor é o Paraguai e depois de lá essa passa por diversas cidades da fronteira para poder chegar ao seu destino final.
Já a cocaína entra no Brasil através dos estados que fazem divisa com Colômbia, Peru e Bolívia. Quando entra pelo Brasil pelo estado do Paraná segue para São Paulo e depois em Alagoas. No caso, a cocaína entra no país em forma de pasta base e aqui passa pelas refinarias localizadas no sul e sudeste.
