Em depoimento à Polícia Federal (PF) na tarde desta sexta-feira, 01, pela Operação Caribdis, o ex-governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), o irmão dele, o empresário Elias Vilela e o engenheiro da Cohidro, Gerônimo Leonel, negaram ter recebido propina da OAS e da Odebrecht para favorecer as construtoras envolvidas nas obras do Canal do Sertão.
Durante entrevista a TV Gazeta, o delegado Antônio Carvalho disse que apesar da negativa, eles contaram que se reuniram com representantes das construtoras apenas para tratar de assuntos institucionais. O delegado contou que os colaboradores da empresa Odebrecht alegaram que a propina, R$ 2, 1 milhões, teria sido solicitada por Elias Vilela.
Téo Vilela é um dos investigados na Operação Caribdis, que investiga fraudes nas obras do Canal do Sertão e que foi deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira, 30, com base nas declarações do Alexandre Biselli, um dos delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato.
Além do ex-governador, também foram citados nas delações o ex-secretário da Infraestrutura e atual secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Alexandre Fireman, e o ex-secretário executivo da Infraestrutura Fernando Nunes.
Na delação, Biselli afirmou que Teotônio Vilela organizava e distribuía os lotes do canal do sertão antes de qualquer licitação, sem saber a empresa que seria vencedora do processo. O acordo foi feito com as empresas Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão, entre os anos de 2209 e 2014, período em que Vilela era governador do estado.
Atualmente, as obras do trecho 4, citado pela PF como alvo das investigações, estão ameaçadas paralisar por falta de verba.
