Além dos principais veículos de comunicação do País, algumas autoridades também repercutiram a Operação Caribdis, deflagrada nesta quinta-feira, 30, pela Polícia Federal, para investigar irregularidades nas obras do Canal do Sertão durante a gestão do então governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).
Em sua movimentada conta no Twitter, o procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato, provocou: “Filhote da #LavaJato apura corrupção no alto escalão de Alagoas. Mais um fruto da colaboração premiada (caso Odebrecht), que alguns políticos querem tanto proibir. Por que será?”.
Ontem, Calheiros usou novamente o Twitter para lembrar que, “quando o procurador Dallagnol mal havia abandonado as fraldas, o Congresso promulgou a Constituição, inserindo o Ministério Público entre as funções essenciais à Justiça”.
Em nota encaminhada ao CadaMinuto nesta tarde, o diretório do PSDB destacou que o partido mantém total confiança no ex-governador e está solidário a ele, "que presidiu a legenda estadual por mais de cinco mandatos e a executiva nacional por cinco anos consecutivos".
"Bobão"
Conforme informações da Polícia Federal, o ex-governador - que era identificado com o codinome “Bobão” na planilha da Odebrecht - teria recebido R$ 2 milhões em propina. Em cumprimento a mandados de busca e apreensão, os policiais federais apreenderam celulares, um notebook e documentos na casa de Vilela.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a PF a utilizar provas decorrentes de colaborações premiadas de pessoas relacionadas a Odebrecht na investigação. Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) apontando sobrepreço em contrato firmado entre o Governo de Alagoas e a construtora corroboraram com as delações.
Segundo a procuradora da República Renata Ribeiro, que participou da coletiva, é de R$ 70 milhões o prejuízo estimado à obra do Canal do Sertão.

