Os policiais militares acamparam em frente à sede da Secretaria da Fazenda do Estado de Alagoas (Sefaz) em forma de protesto, no bairro do Centro, na manhã desta terça-feira (17) para chamar atenção do Governo de Alagoas sobre o pagamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Uma assembleia será realizada com os militares e caso não haja negociação, os militares vão anunciar estado de aquartelamento.
De acordo com a tenente-coronel Camila Paiva, da Associação do Corpo de Bombeiros, os militares estão tentando negociar com o Governo há quase um ano devido às perdas salariais. “Apresentamos as nossas demandas, o nosso direito de ter a nossa reposição do que foi perdido ao longo desses anos e foram marcadas várias reuniões, porém, nenhum posicionamento do governo”, informou.
Os militares reinvidicam um aumento de 10,67% em relação ao IPCA de 2015. Na época, eles ficaram de foram do aumento enquanto o restante dos servidores públicos do estado foram contemplados.
A tenente também ressaltou que é uma falta de valorização e criticou o Estado dizendo que “não adianta investir na estrutura da Segurança Pública, em materiais e em viaturas, se não ninguém valoriza o agente da segurança”.
“É ele que faz com que Alagoas saia da criminalidade são homens e mulheres que estão trabalhando e que dedicam à vida em prol da sociedade. O mínimo que a gente espera é o reconhecimento que é o que não vem acontecendo”, enfatizou.
Camila Paiva informou que haverá uma assembleia geral com a tropa para que sejam definidos os próximos passos que o movimento vai tomar. “Quem vai dizer se a tropa vai aquartelar são os militares e o Governo, caso ele [Estado] converse conosco e negocie a nossa reposição, aí tomaremos outras providências”.
Os militares reivindicam ainda cobram o reajuste das verbas de alimentação, uniforme e também melhorias na Força-Tarefa.
*estagiário
