Durante a coletiva da Polícia Civil (PC), na manhã desta sexta-feira (25), as delegadas Ana Luíza e Teíla Rocha passaram informações sobre o caso de uma servidora terceirizada da Delegacia de Menores que estaria furtando armas. Segundo a delegada Ana Nogueira, a acusada Ana Lúcia dos Santos trabalhava como serviços gerais há três anos, era de confiança e alegou que furtava as armas e drogas para vender para traficante por necessidade financeira.
De acordo com a delegada Ana Luíza Nogueira, a investigação começou após um menor e um comparsa ter sido apreendido na cidade de Boca Mota com um revólver. Ainda de acordo com ela, assim que a arma foi apreendida foi realizada uma pesquisa no sistema onde constava que a arma pertencia à Delegacia da Criança e do Adolescente.
“Quando soubemos dessa informação, houve uma junção de policiais da capital para investigar os fatos e a delegada Teíla foi até a cidade de Boca da Mata onde localizou o menor que prestou depoimento. Ele informou quem tinha repassado a arma de fogo para ele e disse que tinha sido um adolescente de 17 anos”, comentou.
Conforme Ana Luíza, o adolescente de 17 anos também foi localizado e ouvido pela polícia. “A partir da oitiva desse segundo adolescente chegamos a terceira pessoa que é um traficante identificado como Thiago Rodrigues dos Santos, de 32 anos, o ‘perninha’ e conseguimos a informação de que a arma havia sido subtraída pela servidora”, disse.
A delegada Teíla Rocha também contou que a serviços gerais já trabalhava na Delegacia há três anos e que havia uma relação de confiança. “Ela furtava as armas quando estávamos dentro do local, mas como era uma pessoa de extrema confiança, ninguém imaginaria. Ela aproveitava a distração dos agentes, colocava as armas dentro do balde, cobria com pano de chão e levava para a casa”, ressaltou.
Ligação entre presos
Durante o depoimento, a Ana Lúcia revelou que conheceu a esposa do Thiago Rodrigues, identificada como Rosicleide de Almeida Silva, de 33 anos, em um ponto de ônibus. “Elas pegavam os ônibus juntas e ficaram amigas, até que um dia a Ana Lúcia perguntou para a Rosicleide se ela conhecia alguém que comprasse uma arma. Foi a partir daí que a Rosicleide intermediou para que a servidora da delegacia conhecesse o esposo dela”, enfatizou.
Teíla também contou que a Ana Lúcia pegava as armas e vendia para o Thiago. “A funcionária disse que vendia por necessidade financeira”, informou.
Eles foram autuados por furto qualificado mediante abuso de confiança, associação criminosa, tráfico de drogas e porte ou posse ilegal de arma de uso restrito. O trio já se encontra no Sistema Prisional.
*estagiária
