Sete dias após Júlia Izabel Silva ter sido encontrada morta a golpes de faca, em seu quarto, no Conjunto Village Campestre, a polícia ainda não tem elementos precisos para identificar quem teria provocado a morte da adolescente.

As primeiras informações colhidas no local do crime, no dia 27 de junho, levam a acreditar que o irmão da jovem, que tem 14 anos, teria tido um surto de sonambulismo e esfaqueado a imã, enquanto a jovem dormia.

Em entrevista à redação do CadaMinuto, a delegada Teíla Rocha Nogueira, da Delegacia da Criança e do Adolescente, informou que o garoto, a mãe e um conselheiro tutelar que acompanhou o caso já foram ouvidos e as oitivas encaminhadas ao judiciário.

Ao ser questionada sobre a suspeita da jovem ter sido assassinada pelo seu irmão, quando estava sonâmbulo, a delegada comentou que essa suspeita “não foi confirmada, uma vez que isso não pode se confirmar apenas com a oitiva, o Judiciário é quem vai confirmar a condição psiquiátrica do adolescente”, destacou Teíla.

A delegada disse ainda que “como autoridade policial não tem condições de afirmar se ele estava sonâmbulo ou não. Envio as provas para a promotora e ela decide o que pedir ao juiz”, reforçou Teíla.

O caso

Na terça-feira, dia 27 de junho, a adolescente Júlia Izabel Silva, de 17 anos foi assassinada a facadas enquanto dormia em sua residência, no bairro da Cidade Universitária, parte alta de Maceió. Seu irmão de 14 anos e suspeito de cometer o crime foi levado para a casa de parentes.
Segundo informações do Centro de Operações Integradas da Segurança Pública (Ciosp), a vítima foi atingida com seis golpes de faca, sendo três no tórax, dois no pulso esquerdo e um no braço direito.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas quando chegou ao local acompanhado por militares do Batalhão de Guarda, a vítima estava em óbito.
Segundo informações de testemunhas, Júlia e o irmão eram muito unidos.