Morreu na manhã desta quarta-feira (28) a travesti “Carla”, que foi espancada e esfaqueada na noite do último domingo (26) no bairro do Clima Bom. O Conselho Conselho Municipal de Direitos de Cidadania LGBT registrou queixa contra o crime e pediu providências para que o caso seja investigado. Com este já são nove crimes cometidos contra LGBTs em Alagoas este ano.
Se acordo com Jadson Andrade, presidente do Conselho Municipal LBGT, a queixa foi formalizada na tarde de ontem no 11º Distrito Policial. Hoje o grupo articula uma reunião para poder definir que outras medidas podem ser tomadas.
“Soubemos também que o Conselho Estadual está se articulando para uma reunião sobre o caso. Nós pedimos que o caso seja investigado como homicídio e que a polícia use as câmeras de monitoramento do local onde o crime ocorreu para identificar os autores do crime. Hoje vou vestir preto, estou de luto”, disse.
A morte de Carla acontece justamente no dia que celebra o Orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex) em todo o mundo. Em vários locais grupos se mobilizam para conscientizar e também para cobrar direitos aos LGBTI.
Segundo o Conselho Municipal LGBT, em Alagoas chega a nove o número de mortes contra homossexuais, transexuais e travestis. Em Maceió uma faixa protestando contra a LGBTfobia foi fixada no elevado do Cepa, no bairro do Farol.
O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, disse que irá se reunir com outras entidades para debater medidas para que casos como este não voltem a acontecer. O GGAL já contabilizou este ano 35 denúncias de agressões físicas ou moral contra homossexuais, travestis e transexuais.
"Começamos o ano até bem, mas depois de julho registramos um aumento de casos. Para se ter ideia em menos de 15 dias três LGBTs foram assassinados no estado. É necessário que o poder público implante políticas públicas para as travestis e transsexuais em Alagoas", disse.
O caso
Carla foi espancada e esfaqueada na noite do último domingo após sair de um bar na companhia de amigos. Segundo a polícia, ela foi cercada por quatro homens. Além de ser espancada, ela foi esfaqueada e encaminhada em estado grave ao Hospital Geral do Estado (HGE).
Ela passou por uma cirurgia, mas não resistiu e faleceu hoje. Ainda não há informações sobre as causas do crime, mas a transforbia, que é não está descartada. Carla morava com uma companheira em Joaquim Gomes e a família aguarda o corpo ser liberado pelo Instituto Médico Legal para realizar o sepultamento.
