Depois da reportagem exibida no Fantástico neste domingo (05) que aponta que uma empresa sediada em Alagoas é suspeita de participação num esquema de importação ilegal de fuzis entre os Estados Unidos e o Brasil, o delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, determinou que a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) investigue o caso.
A determinação, segundo o delegado-geral, é que a Divisão levante informações sobre as denúncias levantadas pela reportagem e investigue com mais profundidade como a empresa com sede no Centro de Maceió atua.
“É uma denúncia gravíssima e como a Deic é o setor responsável por investigar o crime organizado, determinei ao delegado Mário Jorge, que coordena a Deic, que levantasse essas informações”, informou à reportagem do CadaMinuto.
Na reportagem exibida ontem, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu na última quinta-feira (01) no Aeroporto Internacional do Rio 60 fuzis do modelo AK-47, AR-10 e G3 escondidos dentro de aquecedores vindos de Miami. O material seria distribuído para traficantes cariocas.
De acordo com o levantamento, cada arma tinha custado, em média, mais de R$ 8 mil e seriam vendidas por R$ 70 mil.
A empresa alagoana, segundo a reportagem do Fantástico, está situada no Edifício Trade Center, no Centro de Maceió. O nome não foi revelada. Além de Alagoas, ainda há outras três empresas, todas localizadas no Rio de Janeiro.
