O caso da mulher grávida que disse ter sido sequestrada e apareceu sem o bebê dias depois em Maceió, teve uma reviravolta nesta terça-feira, 25. Informações divulgadas pela delegada responsável pelas investigações do caso, após exame de ultrasonografia, apontam que ela não estava grávida.

Segundo a delegada titular da Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente, Adriana Gusmão, após contradições nos depoimentos de Geilsa Silva dos Santos, 25 anos, novos exames foram solicitados para contatar seu estado físico e psicológico. Ela foi levada até a Maternidade Santa Mônica, onde foi realizada uma ultrassonografia, que concluiu que não houve nenhuma gestação nos últimos meses.

Ao ser questionada a mulher falou que estava grávida em dezembro do ano passado, mas sofreu um aborto espontâneo. Sem querer contar ao esposo, por medo de rejeição, ela continuou fingido a gestação.

A mulher também relatou a polícia que durante o tempo em que foi considerada desaparecida, teria ficado na rua e que também se envolveu em brigas com mulheres, e teria recebido ajuda de um caminhoneiro.

O caso continuará sendo investigado e Geilsa poderá responder criminalmente pela mentira.

O caso

Segundo Geilsa Silva dos Santos, de 25 anos, ela estava a caminho de um posto de saúde localizado no bairro Ouro Preto, na última terça-feira (18), quando foi abordada por homens encapuzados e obrigada a entrar em um veículo.

Ela teria sido mantida em cativeiro, onde o bebê teria nascido através de parto natural e uma mulher teria ajudado. Geilsa disse na entrevista à imprensa que não teve nenhum contato com o bebê, que teria sido levado pelos sequestradores.

No sábado (22) ela contou que foi abandonada em um canavial, foi até a estrada, onde pediu ajuda e conseguiu carona para voltar para casa. Geilsa também contou que foi agredida no cativeiro e mostrou até hematomas  e arranhões nos braços e pernas.