A Polícia Federal descobriu uma ligação entre os assaltos a banco em Alagoas e Pernambuco, bem como o crime organizado e as facções em presídios. Durante o balanço da operação “Divisas do Sul”, a investigação apontou o envolvimento de vários ex-reeducandos nas ações criminosas.

No início a investigação, a PF apurava facções criminosas com ramificações em presídios. Em 2015 chegaram a esse grupo, que deve ter em torno de 12 integrantes, e que foram identificados em agosto do ano passado.

O superintendente da Polícia Federal em Alagoas, Bernardo de Torres, criticou o fato de que todos eles foram presos e já possuírem envolvimento com crimes e em período de ressocialização cometeram outros crimes.

"O Flávio Galego foi preso por homicídio em 2008, cumpriu parte da pena e em 2015 estava solto cometendo crimes. Até quando a PM vai prender, o Ministério Público vai denunciar os mesmos indivíduos? A polícia perde tempo com quem deveria estar preso. Sete deles já cumpriram pena e estes indivíduos estão supostamente ressocializados e cometendo crimes. O principio da ressocialização está claro que não passa de uma ilusão" , disse.

Durante a operação, três pessoas foram presas em Pernambuco. Ayrton Lucas Soares de Araújo, conhecido como “Doideira”, Paulo Ciríaco da Silva e Bruno Santiago, vulgo “Bruno Cabeção”. Apesar da prisão no estado vizinho, os três serão encaminhados para a sede da PF em Maceió e posteriormente encaminhados para o Presídio do Agreste.

Além das prisões, a PF recolheu dinheiro, armas e explosivos na residência de um dos três acusados presos. Por sinal, este foi o único apontado como membro da quadrilha, que não tinha antecedentes criminais.

Bernardo de Torres afirmou que as investigações apontaram que o grupo tinha como característica principal a ousadia e a violência. Eles utilizavam armamento pesado, explosivos e sempre derrubavam árvores na rodovia na fuga e espalhavam grampos na pista pra dificultar a perseguição.

A operação foi conjunta porque as investigações apontaram que a quadrilha era radicada em Pernambuco e que atuava em Alagoas. A ação policial cumpriu 17 mandados, sendo 9 de busca e apreensão, 8 de prisão e um de condução coercitiva.

O líder do bando, Flávio “Galêgo”, ainda não foi localizado. O mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. O grupo criminoso tem participação na explosão do Banco do Brasil em Colônia Leopoldina, em outubro do ano passado, em um assalto a banco em Rio Formoso, PE, em setembro, além da tentativa de assalto a um caixa eletrônico num posto de combustível em Sirinhaém PE, ano passado. Todos eram agências do Banco do Brasil.

A PF também identificou envolvimento deles em homicídios e os crimes serão encaminhados para investigação nas delegacias das respectivas comarcas, informou o delegado Jorge André Santos Fiqueiredo, que preside as investigações.