Uma simples briga de crianças na rua, resultou na morte brutal do menino Samuel Gomes dos Santos, de apenas 07 anos, que foi enforcado e queimado. A polícia ainda procura o autor do crime, um menor de 13 anos, e a família da vítima acredita em envolvimento de outras pessoas.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Daniela Alves, o motivo do crime foi uma simples briga de rua. Segundo ela, Samuel teria dado um chute e xingado a mãe do menor de 13 anos, que o matou enforcado.

No dia seguinte, o menor juntamente com outro colega, voltaram ao local do crime e atearam fogo no corpo, para tentar dificultar o reconhecimento do mesmo. Samuel desapareceu no dia 03 e foi encontrado no dia 09, em avançado estado de decomposição.

A demora para que fosse feita uma investigação aprofundada, se deu pelo “quadro de abandono” relatado pela delegada, se referindo a família da vítima. “O Samuel teria como costume ficar alguns dias fora, na casa de outras pessoas. Como o fato foi no dia 4 e teve essa demora para a polícia ser informada do desaparecimento do menor e encontrar  o corpo, não foi possível a apreensão em flagrante. Entretanto a gente tá trabalhando para conseguir isso. A gente vai representar a busca e apreensão dele, provavelmente, a gente tá trabalhando nisso. Não existe esse risco (dele fugir) temos equipes no local fazendo os levantamentos", esclareceu.

Daniela Alves ainda relatou que, a partir do momento em que a família denunciou o desaparecimento, o autor do crime e outras três crianças foram ouvidas. A delegada apontou que o menor de 13 anos apresentou várias versões, todas elas elaboradas, mas que apresentaram divergências.

“Ele demonstrou ser dissimulado e apresentou versões muito elaboradas para a idade dele”, disse a degelada. A versão foi reforçada pelo também delegado, Fábio Costa. “Se mostrou uma pessoa fria”, afirmou.

O pai da vítima, José Cícero dos Santos, explicou como achou o corpo do filho e que não concorda com a versão apresentada pela polícia.

“Eu retornei a casa da mãe dele e disse que fulano, ciclano e beltrano estava com ele brincando e saiu daqui brincando, inclusive na hora passou um deles, e eu e a população pegamos ele, pressionamos, uma pressão nele e ele foi mostrar o local do crime. Ele quis desviar do caminho, mas quando a gente subiu na metade de uma barreira que tinha lá perto da cavalaria, a gente já encontrou os pés dele. Da parte do ombro para cima ele estava só os ossinhos, o crânio porque eles tocaram fogo para que quem achasse ele não reconhecesse”, disse e reforçou. “Não estou discriminando a polícia, só que para mim, não foi só eles. Não tem condições só essas crianças terem feito o que fez com o meu filho. Tem gente grande no meio, não tem condições de só eles quatro fazer o que fez, não. Eu ainda não estou conformado.”

*Colaboradora