O secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Lima Júnior, classificou de “retrocesso” a Ação Civil movida pela Defensoria Pública do Estado para impedir que a polícia divulgue nos meios de comunicação, como emissoras de TV, jornais e internet, imagens de pessoas presas sem a autorização delas. Ele falou sobre o assunto nesta sexta-feira, 10, durante a apresentação de vários acusados de homicídio.
Lima Júnior explicou que todas as pessoas apresentadas pela SSP à imprensa foram presas em flagrante ou em cumprimento a ordem judicial, havendo fortes indícios dos crimes imputados a elas.
Ele lembrou ainda que, caso a ação civil prospere na justiça, as vítimas serão prejudicadas. “Quando apresentamos autores de roubo e furto, por exemplo, além de mostramos à sociedade o trabalho da polícia, a pessoa que foi roubada ou furtada pode reconhecer o acusado e registrar uma nova queixa contra ele, levando-o a um novo processo e a passar mais tempo na cadeia”, explicou, acrescentando que várias vítimas de crimes reconhecem os autores por causa da imprensa, que auxilia o trabalho da polícia.
“Se a ação for levada adiante e a justiça acatá-la, vamos cumprir a determinação judicial, porém acho isso um retrocesso que não existe em nenhum outro lugar... Imagine se você entrasse no site do FBI e não pudesse ver a lista de procurados?”, exemplificou.

