Mais um suspeito de participação na morte do professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Daniel Thiele foi apresentado durante coletiva à imprensa realizada na tarde desta quarta-feira (14) na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). A secretária-adjunta da SSP, delegada Luci Mônica, informou que André teria relatado que Cristiano Nascimento Germano conhecia o docente.
Após denúncia anônima os policiais chegaram até André da Silva Firmino, 28 anos, conhecido como “Nego” no bairro da Chã da Jaqueira durante operação comandada pelo delegado Filipe Caldas.
Segundo informações da secretária-adjunta, a prisão de André foi peça fundamental para que a polícia fechasse o caso e entendesse a ligação dos acusados com o professor.
Ainda de acordo com a delegada, André contou que os acusados atuavam praticando roubos a veículos estavam passando pela rotatória da Polícia Federal, localizada no Tabuleiro dos Martins, em um carro Gol de placa BRC-5879 para realizar mais um assalto quando o professor Daniel Thiele passou com o seu próprio veículo no local. Os suspeitos buzinaram e perguntaram para onde Daniel estava indo. O professor respondeu que para a UFAL.
“André afirmou que Cristiano Nascimento Germano que falou com Daniel e foi neste momento, que ele percebeu que ambos se conheciam. Chegando na faculdade, Cristiano desceu do veículo, conversou com o Daniel e combinaram algo que não sabemos o que foi", comentou a delegada. Após a conversa, Thiele seguiu o carro dos acusados em direção à Rio Largo.
Chegando ao posto de combustível no bairro da Forene, Cristiano teria descido do carro e entrado no veículo do docente. “A partir daí, sabemos que eles foram em direção ao município e que Daniel foi rendido e morto por reagir à ação dos criminosos”, complementou Luci Mônica.
Assim como os demais suspeitos de participação no crime, André integra uma quadrilha especializada em roubo e tráfico de drogas. O grupo também chegou a praticar assaltos a residências e tinha um perfil bastante agressivo com as vítimas, segundo revelou a Deic.
Em seu relato, André teria negado a participação do crime alegando que só esteve presente até o momento em que eles chegaram ao posto e que depois foi até a casa da irmã para almoçar. Conforme a delegada, André se encontrou a noite com Cristiano para vender as rodas do veículo do docente que teria sido o motivo do latrocínio. As rodas seriam vendidas por R$ 600 e cada um receberia cerca de R$ 200.
Até o momento, sete pessoas foram presas acusadas de terem participação na morte de Daniel. Durante a coletiva, a polícia ainda divulgou a foto de Cristiano Nascimento Germano, também conhecido como “Copal” ou “Mago”. Quem tiver informações, pode fazer a denúncia através do 181.


