Em coletiva à imprensa realizada na tarde desta terça-feira, dia 22, na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), foram apresentados quatro suspeitos de participar da morte do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Daniel Thiele. O grupo ainda teria envolvimento em tráfico de drogas, homicídio e crimes na capital. Segundo a polícia, o docente foi vítima de latrocínio.
Segundo informações repassadas pelo delegado Felipe Caldas, Thiago Anderson Lima da Silva e Anderson da Silva Lima estariam em um veículo seguindo o professor com o intuito de cometer um assalto. “Ao abordarem Daniel ele reagiu e foi nesse momento que as coisas saíram do controle”, destacou Caldas. O delegado ainda ressaltou que uma terceira pessoa estaria dentro de um dos veículos, mas ela está foragida.
Para se livrar do corpo Thiago e Anderson telefonaram para Fabiano da Silva Rocha que junto com Luiz Fernando Gonçalves de Oliveira ajudaram a esconder o corpo do professor. Segundo o delegado, Anderson Silva Lima foi o responsável por executar o professor com um tiro na nuca.
A quadrilha ainda chegou a pegar o jogo de rodas do carro estava avaliado em cerca de R$ 7 mil e o teria vendido por R$1.500. A polícia conseguiu recuperar o telefone celular e, por meio de fotos, localizou a pessoa que havia comprado o aparelho. O comprador reconheceu Thiago, um dos suspeitos, como o vendedor.
Thiago Anderson tem sete passagens pela polícia e estaria envolvido, junto com um comparsa que não foi identificado, no assalto contra um casal de jovens ocorrido no dia 20 de outubro no Santo Eduardo que culminou com um casal de universitários ferido por disparos de arma de fogo. Além de ter sido o autor de um crime ocorrido no aeroclube.
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Quadrilha presa em operação
Ainda durante a coletiva foram apresentados quatro acusados de tráfico de drogas, homicídios e roubos a veículos na capital. Eles foram presos em uma operação do Gecoc juntamente com os outros acusados da morte do professor Daniel Thiele que também integravam a mesma operação criminosa.
Segundo o delegado Felipe Caldas, os identificados são Jaciano Moreira dos Santos, Marcos Vinicius Dantas de Oliveira, Paulo Henrique Fernando Bezerra e Elizeu Ramos da Silva.

O caso
O doutor em Química foi visto pela última vez no dia 20 de setembro quando saiu do prédio onde mora, no bairro de Ponta Verde, em seu carro, um Focus prata de placas NLZ-2301. Neste dia, ele não compareceu para ministrar a aula na instituição onde leciona, tampouco deu alguma explicação para justificar a sua falta.
O laudo O laudo cadavérico apontou que Daniel Thiele foi morto por traumatismo crânio encefálico e por instrumento perfuro-contundente provocado por arma de fogo, e em seguida seu corpo foi carbonizado. O resultado do laudo cadavérico e do exame de DNA foi encaminhado para a delegacia responsável pela investigação.
“Suspeitos”
No dia 06 de outubro, foram apresentados na sede da Secretaria de Segurança Pública, localizada no centro da cidade, na capital, dois irmãos identificados como Emerson Palmeira da Silva e Anderson Leandro, suspeitos de assassinar o professor. O motivo da prisão teria sido porque um dos irmãos teria usado o chip telefônico de Daniel Thiele. Até então, essa era a única prova que se tinha de que os suspeitos estavam envolvidos no crime.
Cinco dias após a prisão dos suspeitos, por falta de provas, eles foram soltos. O juiz decidiu pela liberdade dos irmãos depois que o delegado do caso, Filipe Caldas e o Ministério Público Estadual (MPE) constatarem, através de uma análise das imagens das câmeras próximas à oficina que Emerson trabalhava e dos lugares que Anderson estava, que ambos não teriam envolvimento com o crime por conta do tempo e da cronologia.
Ao deixar a Central de Flagrantes, Emerson Palmeira afirmou não ter relação com a morte do professor e disse que estava com a consciência limpa. "Sou de família pobre, mas estou com a minha honra limpa. Sou trabalhador, faz dez anos que trabalho na mesma firma e nunca roubei nem um parafuso”.
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