Após três meses da morte da consultora de marketing Márcia Rodrigues de Farias, de 48 anos, a polícia ainda segue em investigação e o laudo não foi concluído. O delegado Lucimério Campos, da delegacia de Homicídios da Capital (DHC) informou, na quarta-feira (16), à reportagem do CadaMinuto que está havendo um "atraso" na perícia, já que o equipamento para o exame residuográfico da Polícia Federal (PF) em Brasília está quebrado.
Segundo o delegado, uma das perícias foi solicitada para a Polícia Federal de Brasília, pois o Instituto de Criminalística (IC) de Maceió não possui o equipamento para este tipo de exame e todas as coletas são encaminhas para outros locais. “Estamos precisando do exame residuográfico para fechar o laudo já que todas as perícias estão interligadas", comentou.
Em setembro, o delegado disse que devido à complexidade do caso, foi pedido um prazo de 30 dias para a conclusão do inquérito, uma vez que ainda há dúvidas sobre a causa da morte. Além disto, no mesmo mês, Lucimério comentou que o exame residuográfico já estava sendo realizado em Brasília.
Caso Márcia: polícia prorroga prazo para conclusão de inquérito sobre morte
A reportagem do CadaMinuto entrou em contato com a assessoria de comunicação da PF em Brasília para saber sobre o prazo de conserto do equipamento, mas ainda não houve retorno sobre a solicitação.
O caso
No domingo, dia 14, a consultora de marketing Márcia Rodrigues de Farias foi encontrada morta na residência do seu pai, o delegado aposentado da Polícia Federal, Milton Omena Farias.
O corpo estava dentro de casa e teria sido atingido por dois disparos de arma de fogo, um na região do pescoço e outro no tórax.
A polícia foi acionada para atender o caso por volta do meio dia. Por meio de redes sociais, o pai divulgou inicialmente que a filha teria tirado a própria vida, sem entrar em detalhes. No dia seguinte, a postagem foi editada, com Milton Omena dizendo que o momento econômico que assola o país teria sido a causa do suicídio.
