A Central de Polícia de Arapiraca está em estado de superlotação desde o início dessa semana. Por causa disto, oito presos foram transferidos, nesta quinta-feira (17), para Maceió. Após saber do caso, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Ricardo Moraes, protocolou um ofício nesta segunda-feira (14) solicitando providências imediatas.
“Estávamos em contato constante com a Subsecção de Arapiraca que vinha passando fatos que, apesar do nosso acompanhamento, só se agravaram com o tempo. A superlotação preocupa bastante, não há a mínima condição humana de permanecer no local. Por isso oficializamos nossas cobranças e encaminhamos para o secretário de Segurança Pública, Lima Júnior. Nesse documento, solicitamos que todos os esforços sejam empregados a fim de resolver o grave problema de forma breve, tomando ciência que à medida que o tempo passa ele pode tomar proporções ainda maiores”, detalhou Ricardo Moraes.
De acordo com um agente penitenciário, que não quis se identificar, os presos que foram encaminhados ficarão na Casa de Custódia, localizada no bairro do Jacintinho. Eles ainda vão passar por uma vistoria para determinar a identidade deles, já que a máquina que faz este procedimento em Arapiraca está quebrada.
Conforme o agente, a transferência não foi feita antes porque a Casa de Custódia também estava com superlotação e a Central de Polícia é apenas para flagrante e o preso deve permanecer apenas um período de 24h.
Na segunda-feira, uma cela com capacidade para cinco pessoas estava com 14 detentos, já nesta quinta, doze presos ocupavam a mesma unidade.
Além da superlotação, de acordo com informações apuradas, alguns presos estavam sendo algemados em um banco de madeira da recepção por falta de espaço e fazendo as necessidades básicas em sacos plásticos e garrafas pet.
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