Após um mês e 20 dias, o caso do professor de Química da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Daniel Thiele parece está chegando ao fim. Segundo o delegado da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), Felipe Caldas, a parte que cabe à polícia já está “concluída”, mas alguns procedimentos ainda precisam ser cumpridos, principalmente por parte da justiça.

O delegado informou, nesta quarta-feira (09), à reportagem do CadaMinuto que não é possível ainda fornecer muitas informações sobre a investigação, mas que em breve o caso será concluído. “Não posso dizer nenhum detalhe para que não atrapalhe o que já temos, mas agora só estamos esperando a posição da justiça”.

O caso

O doutor em Química foi visto pela última vez no dia 20 de setembro quando saiu do prédio onde mora, no bairro de Ponta Verde, em seu carro, um Focus prata de placas NLZ-2301.

Neste dia, ele não compareceu para ministrar a aula na instituição onde leciona, tampouco deu alguma explicação para justificar a sua falta.

O laudo

O laudo cadavérico apontou que Daniel Thiele foi morto por traumatismo crânio encefálico e por instrumento perfuro-contundente provocado por arma de fogo, e em seguida seu corpo foi carbonizado. O resultado do laudo cadavérico e do exame de DNA foi encaminhado para a delegacia responsável pela investigação. 

“Suspeitos”

No dia 06 de outubro, foram apresentados na sede da Secretaria de Segurança Pública, localizada no centro da cidade, na capital, dois irmãos identificados como Emerson Palmeira da Silva e Anderson Leandro, suspeitos de assassinar o professor. O motivo da prisão teria sido porque um dos irmãos teria usado o chip telefônico de Daniel Thiele. Até então, essa era a única prova que se tinha de que os suspeitos estavam envolvidos no crime.

Cinco dias após a prisão dos suspeitos, por falta de provas, eles foram soltos. O juiz decidiu pela liberdade dos irmãos depois que o delegado do caso, Filipe Caldas e o Ministério Público Estadual (MPE) constatarem, através de uma análise das imagens das câmeras próximas à oficina que Emerson trabalhava e dos lugares que Anderson estava, que ambos não teriam envolvimento com o crime por conta do tempo e da cronologia.

Ao deixar a Central de Flagrantes, Emerson Palmeira afirmou não ter relação com a morte do professor e disse que estava com a consciência limpa. "Sou de família pobre, mas estou com a minha honra limpa. Sou trabalhador, faz dez anos que trabalho na mesma firma e nunca roubei nem um parafuso”.

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