Policiais civis da Paraíba realizaram na noite desta quinta-feira (03) a reconstituição da morte do universitário alagoano Cícero Maximino da Silva, de 23 anos, que foi morto por policiais militares durante uma blitz.
O delegado responsável pelo caso, Reinaldo Nóbrega, afirmou que algumas imagens de câmaras de seguranças foram cedidas por comerciantes e moradores da região para tentar identificar como o crime teria ocorrido, mas “uma reprodução simulada dos fatos para também ajudar na investigação”.
Reinaldo destaca que a polícia tem duas versões diferentes do caso. A versão da Polícia Militar é de que o disparo aconteceu em uma “ação de defesa”. Já o condutor da moto em que o jovem estava apresentou uma versão oposta à da PM.
“O proprietário de uma casa da região atendeu nosso chamamento e cedeu voluntariamente as imagens. A gente fez uma análise preliminar, porém como estava escuro e a imagem um pouco distante, nós enviamos para o Instituto de Polícia Científica (IPC) para que eles passem alguns filtros nestas imagens para melhorar a qualidade e também aproximar”, disse Reinaldo Nóbrega.
O caso
O graduando em Fisioterapia, Eduardo Júnior, como é mais conhecido, foi morto após ser atingido por disparos de arma de fogo deflagrados por policiais militares durante uma blitz, na noite de sexta-feira, 21, no estado da Paraíba.
A PM da Paraíba publicou nota e afirmou que “segundo a versão dos participantes da blitz, dois homens em uma moto tentaram atropelar os policiais que realizavam a ação e um dos ocupantes teria tentado sacar uma arma contra um PM que reagiu”.
O jovem chegou a ser socorrido e conduzido a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Em publicações do jovem nas redes sociais, familiares e amigos do jovem contestam a versão policial ao dizer que Eduardo “não teria capacidade de sacar uma arma contra os policiais”.
*Com informações das agências de notícia da Paraíba
