O delegado de Homicídios, Reinaldo Nóbrega, de João Pessoa, na Paraíba, marcou para a próxima quinta-feira, 3 de novembro, a reconstituição da morte do universitário alagoano Cícero Maximino da Silva, de 23 anos, que foi morto por policiais militares durante uma blitz na noite de sexta-feira, 21.
De acordo com o delegado, há duas versões do fato e a reprodução simulada vai ajudar a polícia a entender qual delas é a real. As imagens do circuito interno de segurança de uma residência próxima ao local do crime já estão nas mãos da polícia e vão reforçar ainda mais o inquérito.
A reconstituição está marcada para o mesmo horário que aconteceu o homicídio.
O caso
O graduando em Fisioterapia, Eduardo Júnior, como é mais conhecido, foi morto após ser atingido por disparos de arma de fogo deflagrados por policiais militares durante uma blitz, na noite de sexta-feira, 21, no estado da Paraíba.
A PM da Paraíba publicou nota e afirmou que “segundo a versão dos participantes da blitz, dois homens em uma moto tentaram atropelar os policiais que realizavam a ação e um dos ocupantes teria tentado sacar uma arma contra um PM que reagiu”.
O jovem chegou a ser socorrido e conduzido a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Em publicações do jovem nas redes sociais, familiares e amigos do jovem contestam a versão policial ao dizer que Eduardo “não teria capacidade de sacar uma arma contra os policiais”.
Leia mais: Estudante alagoano é morto pela Polícia Militar durante blitz na Paraíba
*Com Jornal da Paraíba
