Os polícias civis de Alagoas estão realizando nesta terça-feira (25) uma paralisação que terá duração de 24 horas. A categoria pretende chamar a atenção do governo para melhores condições de trabalho, revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), entre outras reivindicações. O ato público acontece em frente à Central de Flagrantes, onde os policiais permanecerão o dia todo.
Devido à paralisação, as delegacias estão com apenas 30% do efetivo trabalhando normalmente. A Casa de Custódia e a Central de Flagrantes não estão funcionado, por conta da superlotação e há uma portaria que determina a quantidade de presos no local.
Os 1900 policiais alagoanos voltam ao trabalho nesta quarta-feira (26) às 8h da manhã. No entanto, há uma assembleia marcada para o dia 31, onde uma greve geral poderá ser deflagrada.
Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpo), eles estão desde o ano passado mobilizados pela valorização profissional da categoria e reivindicam, junto ao governo, o cumprimento da pauta de negociação que contém 23 itens. Os policiais também afirmam que o governo falta com a verdade ao afirmar que a categoria obteve conquistas, quando para eles, vem retirando direitos conquistados pelos policiais em governos anteriores.
Um calendário de mobilização foi definido com um ato público “Enterro da Segurança Pública” nesta quinta- feira (27), onde eles entregarão panfletos e adesivos e protestarão contra os 3.175 homicídios ocorridos nos últimos 12 meses.
A manifestação acontecerá na Ponta Verde, em frente à Olipt a partir das 8h. E no dia 31 acontecerá a assembleia com o indicativo de greve no Auditório do Urbanitários, às 13h.
Em nota, a Secretaria de Estado de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), disse que o secretário Christian Teixeira se reuniu com o delegado-geral Paulo Cerqueira ontem (24)
para discutir alternativas de trazer mais avanços à categoria, mantendo o diálogo que tem sido aberto e transparente desde o princípio das negociações com os policiais civis.
"Mesmo em meio a uma crise financeira no Estado e em todo o País, o Governo de Alagoas se destaca e propõe sugestões aos policiais civis, assim como luta para trazer mais conquistas às demais categorias", frisa Christian Teixeira.
Na nota, a Seplag disse que o Governo de Alagoas lamenta a ocorrência de movimentos grevistas dos policiais civis, uma vez que foram apresentadas propostas que, lamentavelmente, não foram aceitas, ao tempo em que reitera que considera como muito prejudicial para o povo alagoano a interrupção de um canal de diálogo, que só traz danos para toda a sociedade.
