Nesta terça-feira, dia 25, as delegacias, as distritais, as centrais, as especializadas e as regionais de todo o Estado de Alagoas estarão de portas fechadas. Em greve de 24 horas, “a categoria estará sem realizar nenhum tipo de serviço”, afirmou o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), Edeilto Gomes.
“A população que precisar dos serviços da Polícia Civil como confecção de Boletins de Ocorrências (BOs) entre outros serviços terá que esperar até a quarta-feira, dia 26, pois amanhã não estaremos realizando nenhuma atividade”, afirmou o sindicalista.
Por se tratar de uma greve de 24horas, “a categoria estará interrompendo as atividades na sua totalidade, sem sequer manter 30% dos serviços, quem precisar pode voltar no dia seguinte”, ressaltou Edeilto, lembrando que estarão realizando um ato público com café da manhã em frente à Central de Flagrantes a partir das 8 horas.
Entre os pleitos, o reajuste do piso salarial, a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Subsídios (PCCS), o pagamento do risco de vida e de insalubridade, a correção dos valores do adicional noturno e da verba de alimentação, o fim do desvio de função que é a custódia de preso, o plano de saúde mantido pelo Estado, entre outros. Até o momento o Governo de Alagoas não concedeu nenhum desses itens à categoria.
Os policiais civis também repudiam a posição do Governo que falta com a verdade ao afirmar que a categoria obteve conquistas, quando, na verdade, vem retirando direitos conquistados nos governos anteriores. O Governo deve 1,4% do IPCA de 2015, 10,48% de 2016 e o pagamento retroativo das progressões, bem como não reconhece o risco de vida dos policiais civis. Além disso, os policiais estão com coletes balísticos vencidos, e as delegacias são precárias, insalubres e superlotadas de presos.
Novas atividades
Na última assembleia geral da categoria, foi definido um calendário de mobilização com realização de ato público “Enterro da Segurança Pública”, nesta quinta-feira (27), com entrega de panfletos e adesivos, bem como o protesto contra o homicídio de 3.175 pessoas em 21 meses. A manifestação será em frente à Oplit, na Ponta Verde, a partir das 8 horas.
No dia 31 de outubro, haverá assembleia geral com indicativo de greve no Auditório dos Urbanitários, às 13 horas.
*Com assessoria
