O amigo do jovem que foi morto a tiros, ontem (22), pela Polícia Militar (PM) durante uma blitz no estado de Paraíba, disse a imprensa paraibana que não viu a blitz e negou que ambos estivessem armados.

O jovem, que pediu para não ser identificado, contou que era amigo de Cícero e, segundo ele, o alagoano tinha ido passar o fim de semana em João Pessoa/PB. Eles estavam transitando em uma motocicleta pela avenida João Maurício, em Manaíra, quando Cícero foi atingido pelos disparos.

Segundo o amigo de Cícero, pouco depois ele sentiu um baque na motocicleta, em seguida notou que o jovem não estava mais na garupa e viu que o corpo dele estava no chão.

O rapaz afirma também que ao chegar no local, o corpo de Cícero já estava isolado pelos policiais, mas os PM’s não permitiram que ele se aproximasse do amigo.

Cícero foi levado ao Hospital de Trauma de João Pessoa para ser atendido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

A PM da Paraíba publicou nota e afirmou que “segundo a versão dos participantes da blitz, dois homens em uma moto tentaram atropelar os policiais que realizavam a ação e um dos ocupantes teria tentado sacar uma arma contra um PM que reagiu”.

Confira a nota da Polícia Militar da Paraíba na íntegra:

"A Polícia Militar vem a público informar que sobre a ocorrência da blitz do bairro de Manaíra, realizada na noite dessa sexta-feira (21), em João Pessoa, quando dois homens em uma moto tentaram atropelar os policiais que realizavam a ação e um dos ocupantes teria tentado sacar uma arma contra um PM que reagiu, segundo a versão dos participantes da blitz, o fato já está sendo acompanhado pela Polícia Civil, a quem foi entregue a arma apreendida no local do fato e apresentado para prestar esclarecimentos o policial que reagiu contra a ação da dupla.

O local escolhido para a referida blitz atendeu aos casos e denúncias de assaltos que vinham sendo registrados nos últimos dias nos bairros de Manaíra e Bessa, que tinham como suspeitos homens de moto, situação que também deve ser investigada, já que na bolsa de um deles foram encontrados celulares e documentos de terceiros.

A Polícia Militar vai esperar a conclusão dos procedimentos de praxe que são realizados em casos como esses e está prestando toda a assistência jurídica e psicológica para o policial que estava na situação, refutando desde já qualquer julgamento que não seja com base em provas e procedimentos previstos em lei, como vem sendo especulado desde o momento do fato".

 

Com agências*