O governador comentou a prisão dos irmãos Emerson Palmeira da Silva e Anderson Leandro, apontados pela Polícia Civil como os responsáveis pelo disparo que matou o professor da Ufal, Daniel Thiele. Eles foram liberados por falta de provas que o incriminassem. Questionado sobre o fato, Renan Filho disse apenas que é natural a apresentação de suspeitos e que a polícia alagoana acerta mais do que erra.
Os irmãos foram detidos e apresentados durante coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), na última quinta-feira (06). Na ocasião, o delegado da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), Felipe Caldas, disse à imprensa que a Polícia Civil possuía fortes indícios da participação dos dois no crime.
Porém no dia seguinte eles foram liberados após decisão do juiz substituto Mauro Baldini, por ausência de provas contra eles. A família de Emerson e Anderson chegou a protestar na porta do Complexo de Delegacias Especializadas (Code) afirmando a inocência deles.
Leia mais: Suspeitos de matar professor da UFAL são liberados por falta de provas
Durante coletiva na manhã desta segunda-feira (13) para anúncio da contratação de professores, Renan Filho foi questionado sobre as prisões e se como Estado iria proceder neste caso. Ele respondeu afirmando que quando há erro a polícia deve ter “serenidade” para admitir que errou, mas ele argumentou que a Segurança Pública do estado vem acertando menos que errando.
Ele não deixou claro se haveria alguma retratação para a família e os jovens presos acusados pelo crime.
“Acho que o Estado não deve se omitir no caminho de investigar crime. Sem o trabalho de investigação, de apresentação de suspeitos, sem o indiciamento, sem trabalho duro da Polícia Civil , a coisa piora. Não pode haver omissão. O Estado deve errar o mínimo possível. Quando houver erro, o Estado e deve ter o mínimo de serenidade para dizer que o cidadão tem os seus direitos”, afirmou.
Renan Filho falou ainda das investigações realizadas e falou que anos atrás o estado vivia uma época de impunidade. “O que alimenta a impunidade é saber que ele mata e não vai preso. O Estado tem acertado mais que errado. Se não foram eles, tem que achar quem praticou. O fato é que o professor foi morto. Coisas dessa natureza não podem acontecer aqui”, completou.
