Por falta de provas pela morte do professor Daniel Thiele da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), os irmãos Emerson Palmeira da Silva e Anderson Leandro foram soltos, na tarde desta sexta-feira (11) após decisão do juiz substituto, Mauro Baldini. Eles foram apresentados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na última quinta-feira (06) durante uma coletiva. 

Leia Mais: Polícia apresenta irmãos suspeitos de assassinar professor da Ufal.

O juiz decidiu pela liberdade dos irmãos depois que o delegado do caso, Filipe Caldas e o Ministério Público Estadual (MPE) constatarem, através de uma análise das imagens das câmeras próximas à oficina que Emerson trabalhava e dos lugares que Anderson estava, que ambos não teriam envolvimento com o crime por conta do tempo e da cronologia.

Os irmãos foram presos após Emerson ter encontrado o chip do telefone de Daniel Thiele e com ele ter realizado uma ligação. Até então, essa era a única prova que se tinha de que os suspeitos estavam envolvidos no crime.

Ao deixar a Central de Flagrantes, Emerson Palmeira afirmou não ter relação com a morte do professor e disse que estava com a consciência limpa. "Sou de família pobre, mas estou com a minha honra limpa. Sou trabalhador, faz dez anos que trabalho na mesma firma e nunca roubei nem um parafuso."

O crime

O corpo do professor da Ufal foi localizado pelo Grupamento Aéreo da SSP junto com o carro que estava carbonizado, em um local de difícil acesso no município de Rio Largo. Ele estava desaparecido desde o dia 20 de setembro, até que o irmão de Daniel, Marcelo Thiele fez o Boletim de Ocorrência informando o desaparecimento.

Na manhã desta terça-feira (11), o laudo cadavérico apontou que Daniel Thiele foi morto por traumatismo crânio encefálico e por instrumento perfuro-contundente provocado por arma de fogo, e em seguida seu corpo foi carbonizado. O resultado do laudo cadavérico e do exame de DNA será encaminhado para a delegacia responsável pela investigação. 

A reportagem tentou contato com o delegado Felipe Caldas, mas não conseguiu.

Leia Mais: Teste de DNA confirma que corpo encontrado é de professor da Ufal