Um frentista foi agredido com um capacete e um soco no olho, na noite deste domingo (02), em um posto de gasolina, localizado na entrada do Benedito Bentes, parte alta da capital. O suspeito, que ainda não foi encontrado, "dizia ser Policial Militar e estava armado", afirmou o funcionário.
Segundo informações do frentista, Fábio Calixto da Silva, tudo aconteceu quando ele abasteceu a moto do suposto policial com gasolina aditivada e não gasolina comum. Mesmo Fábio dizendo que pagaria a diferença do próprio bolso, ele foi agredido com um capacete e com um soco no olho.
Na hora da ação, o capacete quebrou na cabeça da vítima e o agressor ainda pediu que o frentista pagasse pelo capacete que ele quebrou durante a agressão.
Ainda na noite de ontem, Fábio e a chefe de pista do posto, registraram um Boletim de Ocorrência na Central de Flagrantes, localizada no bairro do Farol. No BO, o frentista ainda ressaltou que o suposto policial estava armado e que apontou o revólver para ameaçar a vítima. De lá, Fábio seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) para que fosse realizado um exame de corpo de delito.
Ainda de acordo com o BO registrado, o acusado teria voltado para o posto de gasolina e ameaçado outros funcionários que estavam no local dizendo que iria bater novamente em quem errasse no abastecimento da moto.
O suspeito, que ainda não foi localizado, estava em uma moto preta, de placa OHE 1271, é moreno, olhos pretos e aparenta ter entre 35 e 37 anos.
O presidente do Sindicato dos Frentistas da capital, Walter Freire, disse que não foi comunicado oficialmente sobre o caso. Ainda segundo ele, o posto Pratagy tem um grande número de casos de agressão. “Acho que pela localidade ou até mesmo pela quantidade de pessoas que vão até o posto de gasolina. Semana passada, tivemos o caso de um cliente que queria agredir uma funcionária”, comentou.
A respeito do caso ocorrido na noite de ontem, Freire ressaltou que “assim que for comunicado oficialmente o Sindicato irá se posicionar”.
*Estagiária
