Durante as próximas 24 horas, policiais civis de Alagoas estarão seguindo uma mobilização nacional e paralisam as suas atividades nesta quarta-feira (21). O movimento acontece em protesto contas a PEC 241/2016 e o PLC 54/2016 (PLP 257/2016 durante tramitação na Câmara) que congelam salários e privatizam os serviços públicos e numa assembleia irão decidir a greve geral da categoria, que luta por reajuste salarial.
O manifesto acontece durante todo o dia no Complexo de Delegacias Especializadas (Code) em Mangabeiras, com direito a café da manhã e reuniões entre a categoria, que também manterá contato com lideranças espalhadas pelo país.
A paralisação nacional de 24 horas foi aprovada no XVI Congresso Nacional da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) e referendada na assembleia do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol).
A PEC 241 impõe limite de gasto público federal à inflação do ano anterior por um período de 20 anos, ou seja, significa o congelamento salarial dos servidores públicos e de investimentos nos serviços públicos. Ao suspender o gasto federal, a PEC 241/2016 desestrutura o financiamento da política social brasileira e elimina a vinculação de receitas destinadas à Educação e ao orçamento da Seguridade Social, que compreende as políticas de Saúde, Previdenciária e Assistência Social. Se considerar os investimentos no período de 2003 a 2015, a PEC 241 teria retirado 3,2 trilhões de reais de recursos federais aplicados na política social. Com a PEC, não haverá reajuste salarial, realização de concurso público, investimentos nos serviços públicos. Essa proposta abre caminho para privatização e terceirização dos serviços públicos.
Nova mobilização: Assembleia geral
Na próxima sexta-feira (23), o Sindpol realizará uma assembleia geral com indicativo de greve a partir das 13 horas, no auditório do Sindicato dos Bancários. Na assembleia, a categoria definirá o rumo da mobilização pelo reajuste do piso salarial.
O governador Renan Filho se pronunciou sobre o impasse entre o Estado e a categoria, alegando que não houve proposta, mas que a mesa de negociação continua. "Governo não apresentou nenhuma proposta, mas mantemos o diálogo aberto. Hoje há 11 estados com salários atrasados e aqui em Alagoas todas as categorias estão com salário em dia. Para a Polícia Civil estamos pagando retroativos, entre outras demandas. Isso mostra que estamos cumprindo nossos acordos", disse.
O gestor ainda afirmou que cada categoria possui as suas características de escala de trabalho e nível salarial e que os policiais civis não devem se basear em reajuste, comparados com outras funções. "Não se pode relacionar salário de uma categoria com outra. Isso não é correto. Os agentes queriam igualar com delegados, depois com policiais militares. São categorias diferentes, trabalham com escala, regime diferente. Mas, estou aberto ao diálogo”, concluiu.
