Atualizada às 18h

A polícia apresentou na tarde desta quinta-feira, 15, sete envolvidos no duplo homicídio que vitimou o comerciante Guilherme dos Santos, o Pedro “Barateiro”, e do filho Alex da Costa Santos, em julho do ano passado, no município de Maribondo, interior de Alagoas. Familiares são acusados de serem os autores intelectuais do crime.

A apresentação ocorreu na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP/AL). Foram presos os mandantes intelectuais do crime: Ariston Ribeiro da Silva, de 65 anos, pai de Celiane Ribeiro da Silva, de 30 anos, tratando-se do sogro e da mulher da vítima Alex da Costa Santos, respectivamente.

Outros cinco envolvidos também foram presos, são eles: Cícero Antônio da Silva, 41, que já está preso no Baldomeri Cavalcanti e já respondia pelos crimes de roubos e homicídio; Rodrigo Amaro da Silva, 18; Lucas Pereira dos Santos, 22; José Maria dos Santos, 59; e Ezequial de Oliveira. Todos eles são considerados autores materiais do duplo homicídio.

De acordo com o delegado de Homicídio, Manoel Acácio Júnior, responsável pela investigação, Alex da Costa ameaçava todos os dias a Celiane e sua família por achar que ela estaria o traindo com um eletricista. Ariston Ribeiro decidiu então sair de Maribondo com a filha para planejar o assassinato das vítimas.

Ariston então pagou R$ 8 mil para José Maria dos Santos, feirante da região, “resolver o problema”, disse o delegado. O dinheiro foi depositado em uma conta e, algum tempo depois, Pedro “Barateiro” e Alex foram sequestrados e mortos pelos contratados.

Em entrevista, Celiane Ribeiro negou o crime e disse que “não acreditava que era para matá-los. Achava que era uma simulação para dar um susto ou algo assim. Sobre o dinheiro, ele (Ariston) pagaria o carro e a casa. Mau pai só confessou o crime por medo, porque ele não é assim”, falou a suspeita.

 

Ariston e Celiane; acusados de serem mandantes do crime (Foto: Bruno Levy/CadaMinuto)

 

Queima de arquivo

Ainda segundo Manoel Acácio, “os assassinos eram profissionais. Inclusive, um outro suspeito identificado como Luiz Santos foi assassinado por um dos membros como queima de arquivo”, salientou o delegado.

A operação integrada contou com uma comissão especial de delegados composta por José Carlos, Manoel Acácio e Caio, além da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) e da Polícia Militar.

 

 

*Estagiário