Durante coletiva de imprensa, a polícia apresentou Alexandro Brites, de 36 anos, acusado de fingir ser militar em Alagoas e aplicar golpes em pessoas carentes. Ele foi preso na manhã desta sexta-feira, 9, no Hospital Universitário, parte alta de Maceió, quando estava em busca de novas vítimas.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Vinicius Ferrari, Alexandro convocava pessoas de classe baixa, nos bairros da Cidade Universitária e Cruz das Almas, e pedia os documentos das vítimas que se interessavam em seguir a carreira militar, para criar uma empresa de segurança e uma faculdade, onde em seguida todos dividiriam os ganhos. Ele se autodenominava comandante e já tinha criado uma hierarquia com pelo menos vinte vítimas em Alagoas.
O delegado ainda informou que o acusado, que é sulmatogrossense, agia também no estado de origem, no Ceará, Pernambuco e Piauí. Ele tinha escritório na residência onde morava, no bairro da Cidade Universitária, em Maceió.
“As vítimas só descobriram que se travata de golpe após pesquisarem no Google o nome do Alexandro. Lá, tinha notícias dele, onde ele já fugiu da prisão pernambucana duas vezes e também foi preso por furto”, disse Vinicius Ferrari.
Durante entrevista, o acusado negou o crime e falou sobre a legalidade da empresa que estava para ser criada. “Nós criaríamos uma instituição pré-militar, até porque a lei anti-terrorismo proíbe o uso das normas paramilitar, de acordo com o 17º artigo, inciso 5 da Constituição. Inclusive, a empresa é registrada com publicação no Diário Oficial da Uniãio e do Estado”, disse Alexandro.
Com Alexandro, foram encontrados documentos das vítimas e dois fardamentos militares. Ele deve responder pelos crimes de estelionato e uso falso da atribuição de servidor público.
*Estagiário


