Em entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quinta-feira, 25, Gustavo Pessoa, candidato a prefeito de Maceió pelo Psol, explicou as motivações que o levaram a impugnar as candidaturas de Cícero Almeida (PMDB) e JHC (PSB) junto a Justiça Eleitoral.

Em relação a Almeida, ele apresentou o argumento do então deputado em 2012 ser acusado de envolvimento na Taturana, operação que teve o objetivo de desmontar uma organização criminosa instalada na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas  envolvendo fraudes no IR (Imposto de Renda) de até R$ 200 milhões em cinco anos.

‘O colegiado de magistrados estaduais do chamado Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa estudou o caso e condenou o ex-prefeito, sendo assim ele estaria inelegível pela sua participação nos crimes’, disse o advogado Gustavo Quintiliano que estava presente na coletiva.

Além do envolvimento na operação, Gustavo Pessoa afirmou que ‘há indícios robustos de que Cícero Almeida está fazendo um carnaval com a máquina pública, principalmente estadual, para campanhas’.

 Já o pedido de impugnação da candidatura de JHC vem da prerrogativa de que o mesmo não apresentou a ata de convenção em prazo estabelecido por lei. ‘Eles fizeram uma convenção num dia de sexta-feira e teriam que apresentar a ata em cartório no prazo de 24 horas, conforme regra eleitoral. Tratando-se de fim de semana, ele teria que apresentar a ata no primeiro minuto de segunda-feira, já que o prazo contado em horas é de minuto a minuto, conforme código civil. Porém, ele extrapolou o tempo e trata-se de uma candidatura viciada’, explicou o advogado.

Críticas a Rui

Gustavo Pessoa aproveitou a coletiva para criticar a gestão do atual e candidato a reeleição a prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Para ele, ‘a forma de governar do atual prefeito é caótica e terceirizada. Pode-se ver claramente o uso da máquina pública municipal, assim como Almeida, para promover-se. Por exemplo, Rui, depois de abandonar por  quatro anos a educação, decidiu, em ano eleitoral, convocar professores em concurso público’, argumentou o candidato pelo PSOL.

Gustavo ainda não pretende acionar juridicamente o prefeito Rui Palmeira, pois, segundo ele, ainda não há evidencias e embasamento suficiente para acionar a justiça.

*Estagiário